Mesmo após alta da Selic, mercado projeta aumento na taxa de juros em 2015

Economistas preveem juro básico em 13,50% no fim do ano; pela terceira semana consecutiva, analistas consultados pelo Banco Central aumentaram estimativas para inflação e queda do PIB

Lorenna Rodrigues, O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 09h25

BRASÍLIA - Apesar da alta da taxa básica de juros Selic na semana passada, para o mercado o ciclo de aperto monetário não está perto do fim. O mercado financeiro elevou a previsão para a Selic no fim deste ano para 13,50% ao ano, contra projeção anterior de 13,25% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano.

Há um mês, a estimativa observada no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 4, também era de que a Selic encerrasse 2015 em 13,25% ao ano. 

Para o fim de 2016, a mediana das projeções foi mantida em 11,50% ao ano. Esta é a décima oitava semana consecutiva em que a taxa fica estacionada neste patamar. 

Inflação e PIB. Pela terceira semana consecutiva, os analistas ouvidos pelo BC elevaram a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,26%, contra 8,25% na semana anterior. Há um mês, essa projeção estava em 8,20%. O próprio Banco Central, responsável pela divulgação do Focus, espera uma inflação de 7,9% este ano.

Quanto ao crescimento da economia, analistas projetam uma queda de 1,18% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015. Na semana anterior, a retração esperada para este ano era de 1,10%. 

A mediana das projeções para a queda na produção industrial este ano se manteve em 2,50%, na comparação com a semana passada.

Para 2016. Em relação ao próximo ano, a previsão para o IPCA foi mantida em 5,60%, mesmo número de quatro semanas atrás. 

De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do BC divulgado em abril, a taxa ficará em 4,9% pelo cenário de mercado - que considera juros e dólar constantes - ou em 5,1%, levando-se em consideração as estimativas da Focus imediatamente anterior ao documento.

Os economistas mantiveram em 1% a projeção para a queda do PIB em 2016 e, quanto à produção industrial, a previsão de um avanço de 1% também permaneceu inalterada em relação à semana anterior.

Câmbio. As previsões para o comportamento do câmbio neste e no próximo se mantiveram estáveis. A mediana das estimativas para o dólar no encerramento de 2015 seguiu em R$ 3,20, mesmo valor da semana passada. Já para 2016, a cotação final seguiu em R$ 3,30 há quatro semanas.

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