Mesmo após semana conturbada, álcool sobe 2,73%

Mesmo após uma semana conturbada, com reajustes aos consumidores, reclamações e propostas de intervenção do governo e a sinalização de um pacto com o setor produtivo, o preço do álcool hidratado nas usinas e destilarias segue em alta. De acordo com o levantamento semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq), divulgado hoje, o preço médio do litro combustível utilizado para abastecer veículos a álcool e flex fuel subiu 2,73% nas usinas paulistas em comparação à semana anterior, de 25 a 29 de dezembro.Com isso, o valor médio do litro do álcool hidratado, que foi de R$ 1,00732 na última semana de 2005, encerrou esta semana em R$ 1,03484. Já o preço médio do álcool anidro, que é misturado à gasolina, caiu 0,98% na semana, de R$ 1,09404 o litro, para R$ 1,08401. Os valores não incluem impostos.A professora e pesquisadora do Cepea/Esalq, Heloisa Lee Burnquist, preferiu classificar o cenário desta semana como uma continuidade de tendência de alta nos preços no preço do álcool hidratado, que pode se reverter na próxima semana. "É possível que haja uma reversão na alta já que haverá na próxima semana por causa de fatores como a reunião entre governo e produtores, por exemplo", disse Heloisa. "É difícil também prever se esse reajuste no preço do hidratado vendido às distribuidoras seja repassado aos consumidores", completou.Ainda segundo Heloisa, é possível que a reversão nos preços nas usinas ocorra também em virtude da queda na demanda de álcool hidratado, pois muitos consumidores já teriam optado por abastecer veículos flex fuel com gasolina. "A única saída para evitar esses aumentos na entressafra seria um investimento coordenado pelo setor todo para que haja alguma forma de se criar um estoque regulador que pudesse ser utilizado nesses momentos", concluiu a pesquisadora do Cepea/Esalq.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.