Mesmo com ação de BCs, bolsas européias fecham em baixa

Medida adotada pelas entidades financeiras de reduzir juros não alivia mercados; Paris lidera queda, com 6,31%

Redação,

08 Outubro 2008 | 13h09

As bolsas européias fecharam em baixa nesta quarta-feira, 8, após abrirem no terreno negativo e se manterem assim durante grande parte do dia. Nem mesmo a ação conjunta dos principais bancos centrais do mundo para reduzir os juros nas respectivas economias conseguiu animar os investidores. A bolsa de Londres encerrou o pregão em queda de 5,18%; Frankfurt caiu 5,88%; Paris cedeu 6,31%; e Madri caiu 5,20%.  Veja também:Fed lidera corte global de juro e taxa cai 0,5 ponto percentualEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Crise pode trazer executivos brasileiros de volta ao PaísEntenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  Nesta manhã, as atenções se voltaram principalmente para a ação coordenada do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e outros grandes bancos centrais do mundo de cortar em 0,50 ponto porcentual as taxas de juro. Ao todo, a ação envolveu sete bancos centrais: o Fed, o BC inglês, o BC europeu, o BC chinês, o BC suíço, o BC canadense e o BC sueco. O governo britânico também anunciou nesta quarta um pacote de até US$ 88 bilhões para resgatar o sistema bancário do país.  Em plano nacional, o governo da França anunciou que colocará uma estrutura especial à disposição dos bancos do país e, se necessário, assumirá participação em instituições financeiras. De acordo com ele, será instalada uma estrutura jurídica especial, de propriedade totalmente estatal, para intervir e dar suporte à estrutura financeira dos bancos caso haja necessidade. Mais cedo, as duas maiores bolsas da Rússia interromperam as negociações no início da manhã, após um declínio acentuado nas ações, e não devem voltar a operar nesta quarta. As ações despencaram, influenciadas negativamente pela fraqueza nos mercados mundiais e pelos preços baixos do petróleo. No momento da interrupção das negociações, o índice da RTS caía 11,3%, enquanto o da MICEX recuava 14,4%. As bolsas russas foram atingidas em cheio pela aversão ao risco, que prejudica especialmente os mercados emergentes. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio despencou 9,38%, em sua maior queda desde que os mercados globais sofreram a pior desvalorização diária da história na "segunda-feira negra" de 19 de outubro de 1987. (com Agência Estado)

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