Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A restituição do Imposto de Renda Pessoa Física devolve ao contribuinte parte do valor que foi retido na fonte a cada mês Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Mesmo com adiamento no prazo de entrega, Receita mantém cronograma de restituição do IR

O primeiro lote a ser pago neste ano, em 30 de maio, vai priorizar idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças graves

Julia Lindner, Anne Warth e André Borges, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 18h50

BRASÍLIA - O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quinta-feira, 2, que o governo vai manter o cronograma de restituição do Imposto de Renda neste ano mesmo com o adiamento para 30 de junho do prazo de entrega das declarações.

Segundo Tostes, os cinco lotes serão pagos de maio a setembro, totalizando R$ 26 bilhões. Nos anos anteriores, a Receita fazia o pagamento da restituição em sete lotes, de junho até dezembro.

O primeiro a ser pago neste ano, em 30 de maio, vai priorizar idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças graves. No total, serão desembolsados R$ 2 bilhões.

"Com essa decisão de manter o cronograma de restituição, os contribuintes que puderem devem continuar a enviar as declarações, mesmo com o prazo adiado, porque a prioridade é para quem enviou primeiro", afirmou Tostes, a jornalistas no Palácio do Planalto.

Na quarta, 1, o secretário da Receita anunciou a prorrogação do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por 60 dias. Com isso, o prazo para a entrega da declaração de 2020 passa de 30 de abril para 30 de junho.

De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações – cerca de 25% do total.

A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020.

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Arrecadação soma R$ 116,4 bilhões em fevereiro, e tem queda real de 2,7%, diz Receita Federal

De acordo com dados da Receita Federal, esse também foi o pior resultado para meses de fevereiro em dois anos

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 10h29

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 2,71% em fevereiro, contra o mesmo mês do ano passado, e somou R$ 116,430 bilhões, informou nesta quinta-feira, 2, a Secretaria da Receita Federal.

Em fevereiro de 2019, a arrecadação somou R$ 119,670 bilhões. De acordo com dados da Receita Federal, esse também foi o pior resultado para meses de fevereiro desde 2018 (ou seja, em dois anos) – quando o resultado havia sido de R$ 113,586 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação.

O mês de fevereiro ainda não apresentou efeitos importantes da pandemia de coronavírus na economia brasileira, que começaram a ser sentidos com mais intensidade de março em diante.

Impulsionada pelo resultado de janeiro, no primeiro bimestre, a arrecadação federal somou R$ 291,421 bilhões, o melhor desempenho para o período da série histórica, que tem início em 2007. O montante ainda representa avanço de 1,61% na comparação com igual período do ano passado.

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