Mesmo com alta do álcool, preço dos alimentos segurou inflação

Apesar do aumento gradativo no preço do álcool ser um fator que causou impacto no Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) até o dia 22 de janeiro, a queda no preço dos alimentos - que estavam em 1,36% e passaram para 1,13% - conseguiu segurar a inflação.Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz, os preços dos alimentos subiram menos graças à elevação mais fraca das hortaliças e legumes (de 4,90% para 2,33%). "Foi esse segmento, cuja elevação foi reduzida praticamente pela metade, que levou à essa desaceleração", disse.Porém, o economista comentou que, além de hortaliças, outros produtos de peso na formação da inflação do varejo também registraram desaceleração e até deflação mais forte de preços. É o caso de carnes bovinas (de -1,17% para -1,76%); aves e ovos (-0,71% para -1,16%) e arroz e feijão (de 4,08% para 3,69%). Braz prevê que o preço dos alimentos continue a cair. Alta do álcool é atípica para épocaA demanda maior que a oferta continua puxando os preços do álcool. Na comparação com a última semana, o preço do álcool combustível acelerou de 9,19% para 9,97% - o que fez com o setor de combustíveis e lubrificantes passasse de 2,20% para 2,41%. A gasolina, que tem 25% de álcool em sua formação, também registrou aceleração de preços (de 1,46% para 1,60%). "O preço do álcool já está subindo há quase um mês", observou Braz, considerando que, até o momento, a elevação no preço do produto não está dando mostras de arrefecimento. O economista comentou que, de uma maneira geral, as elevações de preço na inflação do varejo em janeiro deste ano eram mais ou menos esperadas, e características do primeiro mês do ano - como os reajustes em mensalidades escolares, por exemplo. "O único efeito de elevação que não é típico de janeiro é essa elevação no preço do álcool",

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