Mesmo com alta do dólar, governo mantém medidas para câmbio

O cenário externo vai influenciar as cotações do câmbio e impedirá uma depreciação maior do dólar frente ao real. Contudo, o governo mantém a sua decisão de revisar a legislação cambial com o objetivo de conter a queda da moeda norte-americana, anunciada no final da semana passada. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a volatilidade (oscilação) no mercado internacional é "transitória", fruto da sinalização do Fed (banco central dos estados Unidos) de que continuará havendo alta dos juros norte-americanos. Segundo ele, a volatilidade da economia americana tem provocado uma flutuação de ativos financeiros, os quais buscarão novos patamares. "Quando há uma realocação de ativos de países emergentes para mercados mais seguros, cria-se uma turbulência no mundo", afirmou o ministro. Mantega, no entanto, acredita que o Brasil é um dos países menos afetados por esta volatilidade. "Isso mostra a solidez da economia brasileira", disse. Ele voltou a dizer que considera o regime de câmbio flexível o melhor. Segundo o ministro, não faz mais sentido adotar uma política de câmbio rígido no País. Por isso, o governo fará adaptações na legislação cambial - criada no tempo em que o câmbio era fixo. No entanto, ele afirmou que nenhuma medida será "exótica". "Não haverá nenhuma mágica, nenhuma surpresa. Tanto que estou discutindo publicamente as medidas. O câmbio é flexível sim, e vamos continuar dentro deste regime, com algumas adaptações", afirmou. O ministro disse que o que se pretende é que os dólares fiquem mais tempo no exterior para que não cause uma valorização excessiva do real, o que prejudica alguns setores.

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