Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Governo desmobiliza gabinete de crise dos caminhoneiros

No estacionamento do estádio Mané Garrincha, apenas três caminhões estavam parados na manhã deste sábado

Fernando Nakagawa e Leonêncio Nossa, O Estado de S.Paulo

02 Junho 2018 | 12h46

O Planalto começa a desmobilizar o grupo de monitoramento da crise do abastecimento de combustíveis. Mesmo com novas ameaças de bloqueios por meio do WhatsApp, a reunião da equipe de ministros e assessores do governo, ocorrida na manhã deste sábado, foi esvaziada e durou menos de 40 minutos - nos dias de paralisação do setor de cargas, encontros chegaram a 6 horas de discussões.

Dos ministros que compõem a equipe, apenas Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), participou da reunião. Eliseu Padilha, Casa Civil, e Carlos Marun, Secretaria de Governo, não compareceram. O presidente Michel Temer, ficou no Palácio do Jaburu, residência oficial da Presidência, e também não participou. Agora, a equipe de ministros mais próxima de Temer começa a dar mais foco aos estragos políticos deixados pela paralisação dos caminhoneiros, que custou a saída de Pedro Parente do comando da Petrobrás e uma fragilidade ainda maior do governo nos embates no Congresso e nos setores econômico e social.

Além de Ethegoyen, estiveram presente no Planalto o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, o ministro substituto da Justiça, Claudenir Brito, e os secretários-executivos do ministérios dos Transportes, Herbert Drummond, da Casa Civil, Daniel Sigelmann, e de Minas e Energia, Márcio Félix. Após o encontro, o grupo evitou contatos com a imprensa. O Planalto não agendou entrevista coletiva, evitando, assim, novos pronunciamentos sobre a saída de Pedro Parente, da Petrobrás.

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Uma nova reunião do grupo de monitoramento foi marcada para, domingo, às 9h30. Na noite de quinta-feira, Eliseu Padilha disse que o governo apostava na desmobilização do movimento, com o fim dos bloqueios das estradas federais. Pelas últimas avaliações do GSI, de Etchegoyen, os anúncios e convocações de paralisação, nas redes sociais, não eram motivos de preocupação para o governo.

A Polícia Rodoviária Federal informou que continua com o trabalho de monitoramento das estradas e não registrou nenhuma ocorrência incomum no sábado. Um dos temas acompanhados pela inteligência do órgão era a suposta movimentação de 50 mil caminhoneiros para um grande protesto no domingo no estacionamento do estádio Mané Garrincha no domingo. A Polícia Rodoviária, porém, não registrou nenhum movimento atípico.

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No estacionamento do estádio, apenas três caminhões estavam parados à espera do protesto marcado para o dia seguinte, um a menos do que no dia anterior. Policiais militares do Distrito Federal acompanhavam à distância o movimento de poucas pessoas.

Nos aeroportos, a maioria dos terminais já está com a operação normalizada. O aeroporto de Palmas, último aeroporto sem combustível da Infraero e que deveria ter recebido querosene na madrugada do sábado, esperava o carregamento para o meio da tarde. Nos demais terminais, a operação era normal.

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