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Mesmo com câmbio, especialistas defendem reformas para impulsionar indústria

Entidades defendem revisão da política de reajuste real do salário mínimo, flexibilização dos contratos de trabalho e redução da carga tributária

Daniela Amorim e Idiana Tomazelli , O Estado de S. Paulo

02 de maio de 2016 | 12h38

RIO - Embora o câmbio seja visto como um pilar importante para a recuperação da indústria após dois anos seguidos de queda na produção, ele não é o único fator de salvação. Economistas defendem reformas que possam beneficiar o setor.

“Câmbio recoloca as coisas no lugar, mas não garante que a indústria volta para o jogo”, diz o economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP.

Lacerda acredita que a redução da carga tributária sobre a indústria e a diminuição dos juros sejam pontos cruciais para impulsionar a atividade.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) defende que os benefícios trazidos pelo câmbio sequer são suficientes para trazer ganhos reais à indústria brasileira. “A desvalorização do real tem impactos de curto prazo no custo, mas o nível ainda é muito elevado. Além disso, não é a desvalorização que vai trazer ganhos de competitividade”, opinou o economista Guilherme Mercês, gerente de Ambiente de Negócios e Infraestrutura do Sistema Firjan.

A entidade tem defendido medidas classificadas como “estruturais” para pavimentar um caminho de crescimento no longo prazo, entre elas a revisão da política de reajuste real do salário mínimo e a flexibilização dos contratos de trabalho.

“É preciso flexibilizar contratos de forma geral, permitindo a negociação direta entre empresa e trabalhadores. Temos de ter um salário mínimo por hora para que se possa estabelecer contratos de trabalho com horas reduzidas em momentos de baixa na produção. Tendo em vista o quadro atual, o país não pode se furtar de discutir essas questões”, diz o economista da Firjan.

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