Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Mesmo com CCJ instalada, reforma não vai andar sem militares, diz líder do PSL na Câmara

O governo prometeu encaminhar a proposta das Forças Armadas até o próximo dia 20

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2019 | 14h09

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou que a reforma da Previdência não vai andar na Casa antes de o governo encaminhar a proposta que mexe na aposentadoria dos militares. Mesmo com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na próxima semana, os líderes partidários não vão indicar os membros do colegiado até que o governo envie o projeto dos militares ao Congresso, destacou o parlamentar.

"O Rodrigo Maia [presidente da Câmara] e os líderes deixaram muito claro que o governo se equivocou ao não ter mandado as duas [propostas] juntas. O Congresso não vai se debruçar sobre a PEC enquanto não chegar a dos militares", afirmou Waldir ao Estadão/Broadcast.

O governo prometeu encaminhar a proposta dos militares até o próximo dia 20. Enquanto isso, líderes devem indicar ao presidente da Câmara pautas alternativas para tramitarem durante o período e evitar que a Casa fique completamente parada nas próximas duas semanas.

Maia agendou, de acordo com Waldir, uma reunião com líderes para a próxima terça-feira, 12, na residência da presidência da Câmara, onde serão discutidas propostas que possam ser votadas "sem muita polêmica" antes do início da tramitação da reforma da Previdência.

Presidência da CCJ – Internamente, quatro nomes do PSL disputam a presidência da CCJ – comissão responsável por avaliar a legalidade de propostas e o primeiro colegiado na Câmara a discutir a reforma da Previdência. Bia Kicis (DF), Felipe Franceschini (PR), Coronel Tadeu (SP) e Delegado Carlo Freitas (PSL) querem o cargo. "Vamos buscar o diálogo entre eles com base na habilidade e experiência que cada um tem", afirmou o líder do partido sobre o critério de escolha.

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