Kazuhiro Nogi/AFP
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Bolsas da Ásia fecham em alta, mas Europa e NY caem com chance de 2ª onda do coronavírus

Mercados do velho continente e dos Estados Unidos iam bem pela manhã, mas aumento de casos da covid-19 no país americano voltaram a preocupar os investidores

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2020 | 07h30
Atualizado 26 de junho de 2020 | 18h03

As Bolsas da Ásia e do Pacífico encerram os negócios desta sexta-feira, 26, majoritariamente em alta, longe de serem afetadas pelo pessimismo frente ao avanço do novo coronavírus nos Estados Unidosque acabou por derrubar as Bolsas de Nova York e da Europa no final do pregão.

O diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, afirmou que algumas áreas do país estão enfrentando "sérios problemas" com o aumento de novos casos de coronavírus, como o Texasque precisou parar o processo de reabertura dos negócios.

Já de acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, (CDC, na sigla em inglês), o país registrou 40.588 novas infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, o segundo maior número diário desde o início da pandemia, atrás apenas do total de casos confirmados no dia 6 de abril. Na Ásia, a Índia renovou o recorde de novos casos diários da covid-19 pela terceira vez consecutiva e se aproxima de 500 mil infecções.

Bolsas da Ásia 

O pessimismo do mercado americano não atingiu a Ásia, onde as Bolsas fecharam em alta. O japonês Nikkei subiu 1,13% e o sul-coreano Kospi avançou 1,05%, mas a exceção foi a Bolsa de Hong Kong, que cedeu 0,93%. Na China continental e em Taiwan, um feriado manteve as Bolsas locais fechadas pelo segundo dia consecutivo. Na Oceania, o mercado australiano também ficou no azul, com alta de 1,49%.

Bolsas da Europa 

Já na Europa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE)Christine Lagarde, disse que a zona do euro provavelmente já superou o pior da pandemia do coronavírus, mas apontou também que ainda há um sentimento de cautela frente a possibilidade de uma segunda onda de infecções.

Por lá, o clima ainda era favorável pela manhã, mas o avanço da covid-19 nos EUA segurou os ganhos no continente e fez Stoxx 600 encerrar com queda de 0,39%. Apenas Londres teve resultado positivo e fechou com alta de 0,20%, mas Frankfurt Paris, por exemplo, caíram 0,18% e 0,73% cada. Milão cedeu 0,57%, Madri recuou 1,26% e Lisboa teve perda de 0,33%.

Bolsas de Nova York

"O continuado aumento das taxas de infecção em muitos estados americanos tem levado o país a recordes de casos de covid registrados", afirmam os estrategistas do banco Brown Brothers Harriman (BBH), destacando que o movimento de fuga de risco se intensificou e a Apple resolveu fechar mais lojas no país, além de o Texas parar o processo de reabertura dos negócios.

A aversão a riscos causada pelo aumento de casos do coronavírus derrubou as Bolsas de Nova York, que vinham tendo um pregão positivo pela manhã. Em resposta, a os índices tiveram quedas expressivas: o Dow Jones caiu 2,84%, o Nasdaq recuou 2,59% e o S&P 500 cedeu 2,42%.

Petróleo

O mercado de petróleo vinha tendo uma manhã positiva, mas os ganhos caíram por terra logo após o aumento de casos da covid-19 nos Estados Unidos, que colocaram em questão a possível retomada da economia. 

Com isso, o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em queda de 0,59%, a US$ 38,49, com recuo de 3,36% na comparação semanal. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, cedeu 0,46%, a US$ 40,93 o barril, com queda semanal de 2,98%./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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