REUTERS/John Adkisson/Files
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Mesmo com comércio reaberto, 46% dos consumidores farão compra online no Dia dos Pais

Dados, adiantados ao Estadão/Broadcast. são de uma pesquisa realizada pela Alshop no período de 27 de julho a 3 de agosto, com a opinião de 5,2 mil consumidores de ambos os sexos

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 10h00

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), 46% dos consumidores pretendem comprar presente de Dia dos Pais via comércio eletrônico. A porcentagem de quem planeja fazer compras nos shoppings é a mesma de quem não pretende comprar presentes: 19% cada uma. Já 12% dos clientes dizem que devem ir a lojas físicas, enquanto os 4% restantes estão divididos igualmente entre quem pretende comprar dos pequenos empreendedores ou “direto de quem faz”. 

Os dados, adiantados ao Estadão/Broadcast. são de uma pesquisa realizada pela Alshop no período de 27 de julho a 3 de agosto, com a opinião de 5,2 mil consumidores de ambos os sexos. A pesquisa também sondou 1,5 mil pontos de venda para traçar as expectativas dos lojistas para a data. Em geral, os empresários relatam que o fluxo de pessoas nos shoppings tem aumentado gradualmente. No entanto, os clientes evitam aproveitar promoções e saem das lojas apenas com o necessário. Como consequência, a taxa de conversão destes estabelecimentos continua baixa.

A expectativa do setor é que, mesmo neste cenário, haja um aumento de 5% a 10% nas vendas, se comparado ao último mês. Para o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, o desinteresse do consumidor em comprar nos shoppings está ligado ao horário de funcionamento dos estabelecimentos que, em muitos casos, ainda não podem abrir no horário do almoço. “Nosso setor está sendo discriminado com essa restrição de horário. Muitos consumidores faziam as compras no horário de almoço”, diz.

Quanto ao tíquete médio, a maior fatia dos consumidores, 32%, pretende gastar entre R$ 51 e R$ 100. Os porcentuais de quem programa gastar de R$ 101 a R$ 150 e de R$ 151 a 200 ficaram empatados em 14% cada um. Na sequência, com 13%, ficou quem quer gastar acima de R$ 200. Já quem pretende gastar menos de R$ 50 representa 8% dos entrevistados. Os outros 19% não pretendem comprar presente.

Segundo a Associação, o setor de vestuário é o que mais soma intenção de compras, com 44% dos consumidores. Bem depois na preferência, vêm os perfumes e cosméticos, com 12%, e os calçados, com 10%. Na forma de pagamento, quem ganha é o crédito parcelado, seja no cartão ou no carnê da loja. Cerca de 42% dos consumidores devem pagar dessa forma, enquanto 39% optam por pagamento à vista, com dinheiro, boleto ou cartão de débito.

Alinhados

Os dados da Alshop têm convergências com um estudo da consultoria Conversion. Essa pesquisa previu que, neste Dia dos Pais, mais de 48% das compras devem ser online. O setor mais procurado, segundo este levantamento, é o mesmo que o indicado pela associação de lojistas, “roupas, moda e acessórios”, com 51,85% das intenções de compra. Em segundo lugar, porém, vêm os celulares, com 23,7% dos consumidores. Na sequência, com 22,96%, ficaram os perfumes e cosméticos.

Segundo a Conversion, as compras online devem ter penetração em mais de 50% dos consumidores de quase todas as classes sociais. Só a classe E indicou uma intenção de compra inferior no e-commerce, com 36% dos consumidores dizendo que comprariam desta maneira. Na classe A, a mais rica, 58,33% devem comprar de forma online, enquanto na D, esse porcentual fica em 25,38%.

São Paulo

A Associação Comercial de São Paulo informou nesta segunda-feira que a estimativa de vendas na capital paulista para a data é de alta de 20% em relação às primeiras semanas de julho. Ainda assim, o faturamento deve ser bem abaixo do registrado em 2019. “Embora venha ocorrendo ligeira melhora do emprego e da renda, como as perdas foram muito fortes durante o isolamento, na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda ainda é muito grande”, disse o economista da associação, Marcel Solimeo. 

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