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Mesmo com crise, americanos encontram espaço para chocolate

Orçamento apertado não impede que compras do produto cresçam - especialmente as dos mais caros

Gerson Freitas Jr., da Agência Estado,

04 de agosto de 2008 | 15h18

Os alimentos e gasolina mais caros, o colapso do crédito imobiliário, o desemprego e as previsões pouco otimistas para a economia obrigaram os consumidores americanos a apertar os cintos. Contudo, parece que o orçamento das famílias ainda tem espaço para compras de chocolate, especialmente de variedades nobres - e mais caras. Veja também:Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira  Os dados são da Nielsen Company. Os americanos gastaram aproximadamente US$ 4,96 bilhões com barras de chocolate no ano encerrado em 14 de junho, 3,1% a mais que nos 12 meses anteriores. Grande parte do aumento é atribuído aos chocolates amargos, cujas vendas cresceram 18,8%. Membros do setor afirmam que o chocolate tem prioridade para o paladar nos Estados Unidos, não importa a situação. "As confeitarias têm um bom desempenho mesmo durante tempos de dificuldade econômica", afirma Kirk Saville, porta-voz da Hershey. "Não esperamos que a situação econômica afete significantemente o setor".  Saville observa que o segmento de chocolates premium, incluindo as variedades amargas, responde por aproximadamente 60% do aumento do consumo de chocolates nos Estados Unidos.  Segundo a Associação Nacional das Confeitarias, as vendas de chocolates nobres cresceram mais de 30% em 2007. "A desempenho da categoria vai continuar crescendo dois dígitos nos próximos anos", aposta Susan Fussell, diretora de comunicação do órgão.  "Chocolates especiais continuam satisfazendo o paladar dos consumidores, apesar de suas carteiras mais magras", surpreende-se Darin Linnman, porta-voz da Moonstruck Chocolate Company. "Uma vez que é considerado um produto não essencial, seria de se presumir que as pessoas cortariam esse consumo de seus orçamentos".

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