Mesmo com crise do gás, leilão de energia elétrica está mantido

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável pelos leilões de energia elétrica, vai manter o leilão programado para o próximo dia 12 de junho sem alterações, apesar da crise no relacionamento com a Bolívia. Segundo o presidente da estatal, Maurício Tolmasquim, a EPE já não pretendia credenciar novas usinas térmicas movidas a gás natural, justamente pelas dificuldades de suprimento do energético."Praticamente todo gás disponível já está comprometido com contratos de longo prazo. Não há mais disponibilidades para novos empreendimentos", disse Tolmasquim, em entrevista coletiva, após participar de seminário "A Energia e o Desenvolvimento do Brasil", promovido pela Eletrobrás, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).Tolmasquim enfatizou que o governo não vai aceitar que a Petrobras reajuste os preços dos contratos assinados referentes aos leilões já realizados pela EPE, em que a Petrobrás vendeu mais de 2.000 MW em dezembro do ano passado. "São contratos de longo prazo, com regras definidas e preços fixados. Se a Petrobras aceitar os reajustes nos preços do gás ela terá de arcar com os custos. Não há como repassar para o setor elétrico", enfatizou Tolmasquim.

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