Mesmo com juro baixo, México tem dificuldades para crescer

A experiência mexicana está mostrando que queda da taxa de juros, sozinha, pode não ser suficiente para possibilitar que uma economia volte a crescer. No México, apesar da taxa de juros estar abaixo de 6% e da perspectiva que a inflação não passe de 5% em 2003, a avaliação é de que a economia terá um crescimento de no máximo 2% neste ano.Em entrevista ao Estado, o presidente do Banco Central mexicano, Guillermo Ortiz, reconheceu que, apesar dos juros baixos, o desempenho da economia está "longe do que se pretendia". "Nossa economia está estabilizada, mas ainda não conseguimos crescer o quanto havíamos planejado", afirmou. Segundo ele, porém, culpa é do mercado internacional e, em especial, dos Estados Unidos. Para muitos, o motor da economia mexicana são as empresas norte-americanas, que hoje sofrem com a falta de crescimento. "Estamos sentindo o resultado dessa queda de atividade industrial nos Estados Unidos", afirmou Ortiz. Cerca de 90% do comércio mexicano está direcionado hoje para os Estados Unidos e problemas na economia norte-americana representam um sério obstáculo para o crescimento do PIB do México. Crescimento prejudicadoNo início do ano, o governo previa um crescimento acima de 3% para 2003. Institutos de pesquisa no México baixaram a perspectiva para 2,6% e, mais recentemente, a estimativa é de que o PIB terá um aumento inferior a 2%. Segundo a Morgan Stanley, em seu relatório de junho, o México terá um crescimento de 1,9% neste ano, depois de um aumento de apenas 0,9% em 2002. Somente em 2004 o México apresentará taxas de crescimento acima de 2,5%, segundo a Morgan Stanley. Mesmo assim, estará abaixo da média de crescimento da América Latina, que deverá ser de 3,5%.

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