Mesmo com Newcastle, UE continuará comprando frango

As empresas que exportam frango para a União Européia podem ficar mais tranqüilas. A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura recebeu na tarde desta segunda-feira comunicado da Comissão Européia de Saúde e Proteção do Consumidor (DGSanco) avisando que o bloco não suspenderá as importações de carne de frango do Brasil. Na semana passada, o ministério confirmou a descoberta de um foco da doença de Newcastle em criação doméstica de frangos no município de Vale Real, no Rio Grande do Sul. "Eu entendo, de acordo com o relatório que vocês nos enviaram, que já foram tomadas todas as medidas necessárias", informou, no documento, o diretor em exercício da comissão, Bernard Van Goethen. As características da doença de Newcastle e da aftosa são parecidas. As duas atingem aves e animais, mas não representam risco para o homem. A transmissão de Newcastle é feita por meio de excrementos de aves ou de forma horizontal, ou seja, de ave para ave. O prejuízo é econômico, pois os rebanhos ou plantéis precisam ser abatidos para evitar a propagação do vírus. "O homem não é suscetível à doença. Ele pode, ao manusear as aves doentes, carregar o vírus. Mas não há risco para o ser humano", explicou o diretor adjunto do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, do ministério. Suspensão Apesar do anúncio feito na última semana pelo Paraguai, de suspensão de compra de carne e frango brasileira, a secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura informou, nesta segunda-feira, que só foi notificada "oficialmente" da suspensão das importações do produto in natura por parte da Nova Caledônia, uma colônia francesa na Oceania.

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