Mesmo com nova medida do BC, fluxo se mantém e dólar cai

O fluxo de recursos para o País e um ajuste técnico nas cotações e nos volumes em função do feriado na cidade de São Paulo, na terça-feira, ditaram o ritmo dos negócios no mercado de câmbio ontem. Nem mesmo a novidade do Banco Central, que a partir de agora, além dos leilões de compra de dólares no mercado à vista e de contratos de swap cambial, também pode intervir no câmbio por meio de operações a termo, foi suficiente para reverter a queda do dólar. Nesse tipo de atuação, os agentes vão vender ou comprar dólares junto ao BC com uma taxa de câmbio prévia, para entrega ou recebimento numa data futura definida nas regras da operação. A avaliação é de que se trata de um instrumento a mais para intervenções e seu maior efeito é o de fortalecer a percepção de que o governo não está poupando esforços no sentido de amenizar a trajetória de valorização do real. No fechamento, o dólar caiu 0,18%, a R$ 1,6690 no balcão - menor valor desde o último dia 13.

Márcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

No mercado de juros, os agentes se surpreenderam com a disparada do IPCA-15 em meio a expectativas pela divulgação, hoje, da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, na semana passada, As taxas de médio e longo prazos subiram, enquanto as curtas ficaram estáveis. O juro para abril de 2011 manteve-se em 11,39%; a taxa para janeiro de 2012 avançou de 12,42% para 12,44%; e o DI janeiro de 2017 subiu a 12,53%, ante 12,44%.

Na contramão das Bolsas internacionais, a Bovespa caiu 1,03%, aos 68.709,22 pontos em meio ao recuo generalizado das ações. A preocupação com a escalada da inflação e com a valorização do real serviu de pano de fundo aos negócios.

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