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Mesmo com novas alíquotas, Usiminas não garante empregos

'Não vou assumir esse compromisso. Nenhum empresário faria isso', disse superintendente da usina de Cubatão

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

29 de maio de 2009 | 18h50

A Usiminas não garante a manutenção dos empregos dos metalúrgicos, mesmo que o Governo interceda impondo novas alíquotas de importação para o aço. A declaração foi feita pelo superintendente da usina de Cubatão, José Erasmo Andrade Pereira, em reunião com lideranças políticas realizada nesta sexta-feira na Prefeitura de Cubatão.

 

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"Não vou assumir esse compromisso de que a empresa não vai dispensar mais pessoal. Nenhum empresário faria isso", afirmou Pereira, completando, no entanto, que por enquanto o quadro da empresa em Cubatão está adequado à produção e não deverão ocorrer novas dispensas.

 

A opção da alíquota de importação para o aço foi uma das ideias surgidas durante o encontro, que além da Prefeita de Cubatão, Márcia Rosa dos Santos (PT), reuniu os deputados federais da região Márcio França (PSB) e Beto Mansur (PP), deputados estaduais, vereadores e representantes dos trabalhadores.

 

No entanto, França afirma que o aumento da alíquota não é uma opção válida visto que a empresa não garante a manutenção dos postos de trabalho. "Se eles não assumirem esse compromisso (manutenção dos empregos) não há o compromisso de aumentar a alíquota porque se a gente aumenta afetam os empregos da construção civil", disse o deputado.

 

Segundo ele, a Usiminas deveria segurar os trabalhadores até a crise passar. "Durante o ano passado que foi um ano de alto faturamento ninguém aumentou o salário astronomicamente dos funcionários. Agora estava na hora de eles fazerem a parte deles. Primeiro aperto e o trabalhador pra rua.", explicou o deputado.

 

Mesmo apesar do impasse e de nenhum acordo, a prefeita se mostrou otimista com a situação e com o fato de conseguir reunir empresários e políticos para debater o problema. Márcio Rosa planeja uma caravana para Brasília na próxima semana. A ideia é levar à Casa Civil e ao Ministério do Comércio e Indústria uma proposta para ajudar na manutenção dos empregos no polo industrial de Cubatão. "Essas demissões mexem numa cadeia de empregos, com a construção civil e empregos terceirizados e não cabe a um governo ser omisso em uma situação como essa".

 

Na noite da última quinta-feira, 28, o Tribunal Regional do Trabalho (2ª. Região) determinou que a empresa suspendesse as demissões na usina de Cubatão até 5 de junho, determinação acatada pela empresa.

 

Na audiência, a relatora do processo, desembargadora Ivani Contini Bramante determinou ainda a retomada das negociações. O presidente do sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, Alvemi Cardoso Alves, afirma que já está marcada uma reunião entre sindicato e a empresa para as 14h da próxima segunda-feira. "Do dia 23 para cá aconteceram 244 demissões e vamos discutir o retorno de vários deles, pois eles têm garantia de emprego por causa de problemas de saúde", disse Alves, completando que desde janeiro o total de demissões chega a 800 operários.

 

Empreiteiras

 

Cerca de mil trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos) decidiram em assembleia realizada ontem à noite, manter a greve nas empreiteiras de Cubatão. A categoria tem 4 mil trabalhadores nas 18 empreiteiras que prestam serviço a Usiminas. No entanto, muitos deles, segundo o próprio sindicato, furaram a greve, que entra hoje em seu terceiro dia.

 

Os trabalhadores baixaram o pedido de reajuste de 10% para 8%, mais a participação nos lucros ou resultados (PLR) equivalente a um salário nominal. No entanto, a última contraproposta dos empregadores, recusada pelos operários, foi de 5,9% de reajuste.

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