Kazuhiro Nogi/AFP
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Mesmo com novos estímulos, Ásia fecha em queda generalizada; Europa cai após dados sobre empresas

Seguindo efeito de 'sobe e desce' dos mercados mundiais, dia pode ser de recuperação na Europa, após outro tombo relevante nas negociações de quarta-feira, 18

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2020 | 04h33
Atualizado 19 de março de 2020 | 09h51

Visando conter o avanço dos efeitos econômicos do novo coronavírus, causador da Covid-19, a manhã desta quinta-feira, 19, foi marcada por uma nova rodada de corte de juros no oriente do planeta, seguindo uma tendências das economias mundiais. 

Até agora, alguns exemplos de países que têm adotado essa prática, que tem a intenção de estimular a economia no mundo, principalmente, barateando o custo do crédito a empresas e às famílias também, são Estados Unidos, em que o Federal Reserve (Fed, banco central amerciano) reduziu a taxa básica do país para a faixa entre 0,25% e o%, o que não acontrecia desde dezembro de 2008, e o Brasil, que rcuou na quarta-feira, 18, a Selic, para um novo recorde mínimo histórico, a 3,75%. 

Desta vez, bancos centrais de Filipinas, Indonésia e Austrália decidiram por baixar os juros. O BC das Filipinas cortou a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, a 3,25%, após concluir reunião de política monetária nesta quinta-feira.  Na Indonésia, ficou decidido que a taxa básica de juros caíria para 4,50%, uma redução de 0,25 ponto porcentual, no menor nível desde abril de 2018. Já na Austrália, o corte aconteceu pela segunda vez apenas no mês de março e também foi de 0,25 ponto porcentual, levando a taxa para 0,25%, o nível mais baixo da história. O país da Oceania se encaminha para a primeira recessão desde o começo dos anos de 1990. 

Mas, mesmo com tudo isso, as Bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada novamente, no segundo dia seguido. O maior recuo aconteceu na Coreia do Sul, com um tombo de 8,39%, seguido de Taiwan (-5,83%) e Hong Kong (-2,61%). Houve quedas menos expressivas, mas também relevantes nos mercados asiáticos: Japão (-1,04%) e China (-0,98%). A China, inclusive, país em que a doença surgiu, em Wuhan, teve o primeiro dia sem registrar novos casos desde o início da crise.  Apenas a Tailândia teve uma leve alta, muito tímida, de 0,06%. A Austrália recuou 3,79%. 

Já na Europa, o início das negociações foi promissor, com países registrando altos ganhos, buscando se recuperar das fortes perdas do pregão anterior. Isso acontece após o Banco Central Europeu (BCE) anunciar, na noite de quarta, um novo programa temporário de compra de ativos no valor de 750 bilhões de euros. Mas, após a divulgação de sentimento das empresas da Alemanha, que sofreu a maior queda desde 1991, alguns mercados passaram a cair. Pouco depois das 7h, a Bolsa de Londres caía de 1,97%, a de Frankfurt recuava 0,66%, a de Paris tinha baixa de 1,51% e a de Lisboa estava em (-1,48%). Em Milão e Madri, os ganhos eram de 1,75% e 0,36%. 

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo buscam se recuperar e operam em forte alta na manhã desta quinta, após sofrerem violentos tombos e atingirem os menores níveis em cerca de duas décadas na sessão anterior em meio ao clima de pânico gerado pela pandemia do coronavírus. Às 4h23 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 9,60% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 22,83 o barril, enquanto o petróleo Brent para o mesmo mês avançava 4,14% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 25,91 o barril. 

Desde a semana passada, os preços da commodity vêm sofrendo, assim como os mercados, "sobe e desce", mas com um componente além do próprio coronavírus. Arábia Saudita e Rússia iniciaram uma "guerra de preços", o que ocasionou, há cerca de dez dias, um recuo que não era visto há quase 30 anos, desde 1991, época da Guerra do Golfo. Desde então, por algumas vezes, os barris perderam o patamar de US$ 30. / SERGIO CALDAS, NICHOLAS SHORES E FELIPE SIQUEIRA 

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