coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mesmo com petróleo barato, preço do álcool será competitivo

O presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho disse nesta quinta-feira que, mesmo que o preço do petróleo chegue a um patamar mais baixo das estimativas (US$ 40 o barril) até 2015, ainda assim o Brasil será capaz de produzir álcool a preço competitivo com a gasolina. "O fato concreto é que o etanol da cana-de-açúcar tem se mostrado comprovadamente uma alternativa viável", disse na Hart World Refining & Fuels Conference. Ele acredita que o mercado de etanol no Brasil crescerá a taxas cada vez maiores e a tendência é de que os produtores continuem privilegiando o mercado interno, que hoje consome cerca de 80% da produção. "Faremos do mercado interno o principal destino do etanol, para compensar o fato de que para o açúcar o mercado externo é o principal", disse. Segundo Carvalho, o investimento atual da indústria de etanol e açúcar é da ordem de US$ 10 bilhões, e a produção de etanol no Brasil, que este ano deverá chegar à quase de 17 bilhões de litros, atingirá 31 bilhões de litros em 2014. Ele explicou que hoje 50% da cana-de-açúcar produzida no Brasil é destinada à fabricação de etanol. Mas em 2010 este porcentual subirá par 60%, em conseqüência do crescimento da produção de carros biocombustível. Carvalho ressaltou que atualmente os países que têm mais de 10% de mistura de etanol nas gasolina são, além do Brasil, o Paraguai, Malásia, Estados Unidos, Canadá, Suécia e Grã-Bretanha. Biodiesel No mesmo evento, o presidente da World Energy Alternative, Gene Gebolys, disse que em todo o mundo o biodiesel precisa de incentivo governamental para se desenvolver. "Sem decisão governamental não há indústria viável de biodiesel em nenhum lugar do mundo", afirmou. A World Energy Alternative é a principal produtora de biodiesel dos Estados Unidos. Para Gebolys, hoje a América Latina e a Ásia são os dois locais no mundo com maior potencial de soluções criativas para os problemas de insumo ao biodiesel na Europa e nos Estados Unidos. Segundo ele, no Brasil, o crescimento contínuo do biodiesel coloca o País em posição de se tornar um grande produtor global. O executivo destacou também a Argentina como "um novo entrante com grande potencial". Para ele o principal desafio do biodiesel no mundo é a complexidade na logística de comércio do produto. "O grande truque para quem participa dessa indústria é a distribuição, como fazer o biodiesel chegar aos clientes."Este texto foi atualizado às 11h41.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2006 | 11h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.