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Mesmo com proposta do governo, greve na Receita vai continuar, diz sindicato

Auditores fiscais só pretendem terminar paralisação depois que o reajuste for garantido por Medida Provisória

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2016 | 16h50

Brasília - Apesar de o Ministério do Planejamento pretender enviar ainda hoje à Casa Civil o projeto de lei com o reajuste dos servidores da Receita Federal, os auditores fiscais prometem continuar a greve da categoria até que o governo encaminhe a questão por meio de uma Medida Provisória.

Além disso, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) alega que a minuta do projeto enviado ao Palácio do Planalto tem incongruências com o acordo firmado com a categoria em março deste ano. "O governo mandar um projeto de lei agora não resolverá a questão. Com o recesso dos parlamentares, os servidores não receberiam o aumento antes de setembro. Já uma Medida Provisória tem validade imediata", afirmou o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno.

O dirigente sindical adiantou ainda que a minuta do projeto tem diferenças em relação àquilo que a categoria havia acordado com o governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Nesse momento, a equipe do Sindifisco está analisando o texto, mas Damasceno adiantou que o movimento de greve da categoria continuará.

Ontem foi o primeiro dia de "operação padrão" dos auditores fiscais nos aeroportos, portos e postos de fronteira, o que causou transtornos aos passageiros em diversas capitais. O movimento inclusive já ameaça criar problemas para os turistas que chegarem ao País para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no começo do próximo mês. E apesar de mais de uma centena de servidores ter passado o dia na antessala do gabinete do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ninguém foi recebido na quinta-feira.

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