Mesmo com queda da Selic, juro não diminui ao consumidor

Apesar do Comitê de Política Monetária (Copom) ter cortado a taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15,75% ao ano) em quatro pontos porcentuais desde setembro do ano passado, o consumidor ainda não sentiu a diminuição da cobrança. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Fundação Procon de São Paulo, enquanto a taxa média de cheque especial foi de 8,20% ao mês (157,56% ao ano) e apresentou decréscimo de apenas 0,01 ponto porcentual ante abril, a de empréstimo pessoal foi de 5,37% ao mês (87,39% ao ano), a mesma do mês anterior. Desde setembro, a taxa de empréstimo cobrada aos consumidores recuou apenas 0,09 ponto porcentual, enquanto a do cheque especial diminuiu 0,12 ponto porcentual.De acordo com análise dos técnicos da fundação, os resultados da pesquisa de taxas de juros refletem, desde abril, "a cautela do mercado financeiro", principalmente em relação ao crédito pessoal. Os bancos da amostra praticamente não alteraram suas taxas em maio, apesar do Copom reduzir em 0,75 ponto porcentual a Selic, de 16,50% para 15,75% ao ano, na reunião do mês passado.Maior taxa O estudo constatou que, em maio, a maior taxa de empréstimo pessoal foi cobrada, como nos últimos meses, pelo banco Itaú (5,95% ao mês) e a menor foi verificada novamente pela Nossa Caixa (4,25% ao mês). No período, nenhum banco promoveu alteração nas taxas cobradas.Quanto aos juros do cheque especial, Itaú e Santander apareceram como as instituições com taxa mais expressiva, ambas com 8,50% ao mês; e a Caixa Econômica Federal apresentou a mais baixa, com 7,20% ao mês. Nesta modalidade, nenhuma instituição optou pela elevação da taxa e apenas o Banco do Brasil decidiu reduzi-la, de 7,95% para 7,90% ao mês, o que significou um decréscimo de 0,05 ponto porcentual e variação negativa de 0,63% sobre a taxa de abril.As instituições pesquisadas pela Fundação Procon-SP em maio de 2006 foram o HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.

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