Mesmo com queda do preço, álcool está mais caro do que em 2005

Os preços do álcool nas usinas paulistas vêm caindo desde o início da safra, mas o valor ainda é, em média, 45% maior que o cobrado no mesmo período do ano passado, em termos nominais. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq), o valor médio do litro do hidratado nas usinas, que terminou a semana passada em R$ 0,84, custava R$ 0,58 na última semana de maio de 2005, alta de 44,82%. Já o litro do anidro teve alta de 45,45% no período de um ano e saltou de R$ 0,66 para R$ 0,96 na última semana.Segundo o Cepea/Esalq, as quedas acumuladas no preço do álcool desde o início do processamento da safra 2006/2007 de cana-de-açúcar, na última semana de março, já somam 30,8% para o hidratado e 20,7% para o anidro. À época, de acordo com o levantamento semanal da entidade de pesquisas, os preços de ambos estavam em torno de R$ 1,21 o litro.Ainda de acordo com o Cepea/Esalq, o aumento na demanda interna e externa pelo etanol, a disparada nos preços do açúcar e as altas do petróleo são os principais motivos para a diferença entre os dois anos no preço cobrado pelas usinas. Já ao consumidor a queda no preço do hidratado nesta safra chega a ser maior que nas usinas, em cidades como Ribeirão Preto (SP), por exemplo, principal pólo produtor do combustível no País. No pico da entressafra, o preço do litro nos postos de combustíveis da cidade paulista chegou a R$ 1,90, ante R$ 1,15 observado em vários estabelecimentos no início desta semana, queda de 39,47%.

Agencia Estado,

29 de maio de 2006 | 18h31

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