Mesmo com quedas seguidas, Bolsa segue na liderança dos investimentos em 2018

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Mesmo com quedas seguidas, Bolsa segue na liderança dos investimentos em 2018

Ibovespa está quase 10 pontos porcentuais acima de queridinhos dos brasileiros, como CBD e caderneta de poupança

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2018 | 20h43

Apesar do rebaixamento da nota de crédito do Brasil neste começo de ano por duas das três principais agências de classificação de risco do mundo (S&P e Fitch), os investidores seguem otimistas com as empresas brasileiras e a Bolsa desponta, disparada, como a melhor opção de investimento até aqui. 

O Ibovespa, índice da B3 com os principais papéis negociados no País, encerrou o mês de fevereiro com uma valorização de 0,52% e acumula alta de 11,72% em 2018. Em todo ano passado, o porcentual de valorização foi de 26,8%. 

Não fosse o pregão desta quarta-feira, 28, em que o índice encerrou em baixa de 1,82%, negociados aos 85.353,59 pontos, o resultado poderia ser ainda melhor. Um dia antes, a Bolsa acumulava alta de 1,79%.

De acordo com o levantamento do administrador de Investimentos Fábio Colombo, a Bolsa deixou para trás principalmente os investimentos mais conservadores como os Títulos indexados ao IPCA (1,27%), Fundos DI (1,05%) e Fundos de Renda Fixa (1,03%). As aplicações de CDB e a caderneta de Poupança, os preferidos do pequeno investidor, tiveram crescimento quase insignificante até fevereiro, de  0,99% e 0,80%, respectivamente. 

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O pano de fundo para a ascensão do Ibovespa é um cenário de recuperação global, apontam os especialistas. Por aqui, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, resultado oficial da atividade econômica do 

País, será divulgado nesta quinta-feira, 1º, pelo IBGE. Mas a aposta do mercado é de uma alta de 1%. Os ganhos da Bolsa, entretanto, estão fundamentados sobretudo no crescimento esperado em 2018, que pode chegar a uma alta de 3%. Isso mesmo sem contar com a reforma da Previdência, que foi abortada pelo governo, e com os sucessivos rebaixamentos que colocaram o Brasil três degraus abaixo do grau de investimento. 

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Futuro. O avanço observado até o mês de fevereiro foi, para os analistas, apenas um aperitivo do que deve acontecer com o mercado acionário neste ano. Além disso, como nenhuma empresa de peso entrou no mercado para disputar os investidores e mexer no mercado, os ajustes nos preços das ações já existentes tendem a ser para cima. 

Apesar da expectativa de crescimento, que aponta para um Ibovespa em breve na casa dos 90 mil pontos, o percurso até lá promete ser de altos e baixos, o que pede sangue frio, especialmente do pequeno investidor. 

 

Resumo da ópera: Para o economista-chefe da corretora Modalmais, Álvaro Bandeira, quem ainda pensa em entrar na Bolsa pode encontrar boas oportunidades. Ele explica que o início do ano, sobretudo, é a melhor época para arriscar, pois se o investidor "errar a mão", terá até o fim do ano para tentar reverter.

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O economista aconselha o investidor escolher empresas empresa mais maduras, politicas bem definidas de distribuição de recursos."Se comprar ações de empresas com boa governança, n vai ter nenhum susto. Mas se escolher por ações mais agressivas, de terceira linha. Pode complicar", diz.

Mais conservadores. Os Fundos DI e de renda fixa apresentam resultados reais baixos, em razão da redução e estabilização da taxa de inflação e redução da taxa de juros, explica o administrador Fábio Colombo.

O comportamento dos fundos de renda fixa, segundo ele, dependerá da política de juros do Banco Central e da participação de títulos prefixados e indexados à inflação em suas carteiras.

Em fevereiro, o cupom de juros dos Tesouro IPCA ficou na faixa 4,0% a 5,0% ao ano, mais variação da inflação no período. Com a inflação de fevereiro projetada para 0,33%, estes papéis devem apresentar bons resultados.

Para a caderneta de poupança com aniversário em 1° de março, o rendimento líquido foi de 0,40%. Com o atual nível da taxa Selic ainda perde para os Fundos DI. Só vale investir, segundo Colombo, quem não têm acesso a fundos DI ou renda fixa, com taxas de administração inferiores a 1,0% a 1,5% ao ano (movimentação em até 6 meses - alíquota de I.R. de 22,5%) ou 1,5% a 2,0% ao ano (movimentação acima de 2 anos - alíquota de I.R. de 15%).

 

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