Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Mesmo com vendas ruins, preço da linha branca sobe no e-commerce

Entre janeiro e junho deste ano, o preço médio de uma lavadora chegou a registrar alta de 17% em relação ao mesmo período de 2015, aponta pesquisa do Zoom, site de comparação de preços do comércio online

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2016 | 10h29

SÃO PAULO - Apesar da forte queda do movimento de vendas comércio de eletrodomésticos, os preços de fogões, geladeiras e lavadoras não param de subir. Entre janeiro e junho deste ano o preço médio de uma lavadora chegou a registrar alta de 17% em relação ao mesmo período de 2015, aponta pesquisa do Zoom, site de comparação de preços do comércio online. No mesmo período, a inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 4,41% e em 12 meses, 8,84%.

A história se repete no caso do fogão, cujo preço médio registrou alta de 12% no primeiro semestre deste ano, e do refrigerador, que ficou 11% mais caro, nas mesmas bases de comparação. Os preços médios pesquisados pelo site são para pagamento à vista e a coleta envolveu as maiores varejistas online de linha branca.

O resultado ganha relevância especialmente porque a competição entre as redes varejistas costuma ser mais acirrada no comércio online em relação às lojas físicas. Além disso, as vendas de geladeiras fogões e lavadoras estão em baixa. Dados da Eletros, que reúne os fabricantes, apontam para uma retração de 18% no número de unidades vendidas no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2015.

Thiago Flores, diretor executivo do Zoom e responsável pelo levantamento, atribui a alta de preços da linha branca no comércio online a três fatores. Segundo ele, parte do movimento pode ter sido desencadeado pelo próprio varejistas online, que precisam engordar as margens em época de crise. 

 

Outro fator seria o efeito do dólar nos componentes que, apesar do recuo recente, pode ter influenciado o custo dos componentes importados  meses atrás. Por último, ele observa também que, por imposição dos fabricantes, os varejistas online têm que vender determinados produtos por preço "sugerido" do fornecedor.

De toda foram, o baixo astral que assola a venda da linha branca não atinge apenas o comércio online. Em 12 meses até junho, eletrodomésticos e móveis foi segmento do varejo que registrou maior retração de vendas, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. A queda foi de 7,6%, enquanto o varejo como um todo encolheu 5,3%.

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