Mesmo na crise, pobres migram para a classe média

A crise no Brasil atingiu principalmente a população de maior renda, inclusive na cidade de São Paulo. A virada econômica dificultou o acesso e a permanência nas classes econômicas mais altas, A e B. No entanto, os mais pobres, das classes D e E, mantiveram a mobilidade em direção à classe, classificada como "média baixa". Essas são algumas das conclusões de estudo do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito a partir da comparação de dados de julho deste ano com o mesmo mês de 2008.

AE, Agencia Estado

10 de setembro de 2009 | 09h29

O conjunto das classes A e B chegou a cair 0,5% entre julho do ano passado e julho deste ano, em contraste com o crescimento de 35,7% entre julho de 2003 e o mesmo mês do ano passado. Por outro lado, a classe C cresceu 2,5% de julho do ano passado a julho de 2009, principalmente pela passagem de pessoas das classes mais baixas para a classe média. A classe C tinha crescido 23,1% entre os meses de julho de 2003 e 2008.

Na cidade de São Paulo, o conjunto das classes A, B e C caiu 0,68% entre julho de 2008 e julho de 2009. No entanto, na periferia do Estado, houve um crescimento de 0,67% nesse grupo. Neri observou que, com exceção de Salvador, as periferias de maneira geral reagiram melhor à crise do que as capitais, nas seis principais regiões metropolitanas do País. Entre elas, São Paulo foi a única capital com queda no total das classes A, B e C. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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