Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Mesmo passada a recessão, 21,5 mil empresas fecharam as portas em 2017, aponta IBGE

Brasil perdeu ainda 363.125 empresas em relação ao patamar do período pré-recessivo, o universo de organizações existente em 2013; no mesmo período, foram extintos 3,227 milhões de empregos nessas empresas

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2019 | 10h08

RIO - No ano de 2017, após o País ter enfim conseguido se livrar da recessão, ainda foram fechadas 21,5 mil empresas em todo o território brasileiro. Os dados são das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas, divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Havia cinco milhões de empresas e outras organizações formais ativas no ano de 2017. O resultado significa que o Brasil perdeu 363.125 empresas em relação ao patamar do período pré-recessivo, o universo de organizações existente em 2013. No mesmo período, foram extintos 3,227 milhões de empregos nessas empresas. 

No último dia do ano de 2017, as empresas e organizações brasileiras ocupavam 51,9 milhões de pessoas, sendo 45,1 milhões delas assalariadas. No ano, foram pagos R$ 1,7 trilhão em salários e outras remunerações. O salário médio mensal foi R$ 2.848,77, o equivalente a 3,0 salários mínimos. 

Em relação a 2016, o pessoal ocupado aumentou 1,0%, com 550,7 mil assalariados a mais, mas 22,6 mil sócios e proprietários a menos. O total de salários e outras remunerações subiu 2,4%, enquanto o salário médio mensal cresceu 4,9%, em termos reais.

Em 2017, o segmento de Comércio manteve a maior fatia de empresas e outras organizações (37,5%), do total de ocupados (21,9%) e de trabalhadores assalariados (19,5%). A atividade Administração pública, defesa e seguridade social foi responsável pela maior parcela de salários e outras remunerações pagos, 24,4% da massa de rendimentos recebidos pelos trabalhadores. 

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