Mesmo sem acordo com FMI, Brasil mantém meta de superávit

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reafirmou o compromisso do governo brasileiro com a disciplina fiscal. Ele também informou que o governo vai manter o compromisso de alcançar a meta de superávit primário - arrecadação menos despesas, exceto o pagamento de juros - de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) nas contas do setor público neste e no próximo ano."Mantido neste valor por muitos anos, é suficiente para que haja uma queda da trajetória da dívida pública", disse Palocci. Segundo ele, em 2004 o governo ampliou esta meta em função do crescimento econômico que gerou um aumento das receitas públicas. Dessa forma, disse ele, foi possível aumentar a poupança interna e, ainda, devolver parte desses recursos por meio da redução da carga tributária.Segundo ele, o governo também vai divulgar as suas metas fiscais quadrimestrais com base na estrutura da lei de responsabilidade fiscal. Ele disse que essas metas serão divulgadas não só para as contas públicas do governo central como para todo o setor público. Palocci declarou que essas metas serão divulgadas com toda transparência para que o País possa acompanhar a evolução das contas públicas e ter segurança na política fiscal. Ele disse que, mesmo sem o acordo, o Brasil continua com o compromisso fiscal sólido.Cenário eleitoralO ministro disse que o governo não tem "resistência" à realização de acordos com o FMI. Palocci afirmou ainda que não vê, no debate político previsto para o ano eleitoral de 2006, nada que possa "trazer calor adicional à economia brasileira" e gerar a necessidade de um novo acordo.O ministro disse acreditar que a política brasileira já está "madura", da mesma forma que a economia brasileira. "A maturidade da democracia brasileira é constante. A cada eleição, o Brasil se mostra mais maduro. Vejo com otimismo a evolução econômica e política do País", completou Palocci.

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