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Mestrado é opção para médico validar produto

O médico urologista Rômulo Farias (foto), de 35 anos, integra a equipe de transplante renal do Hospital Geral de Fortaleza e deseja estudar maneiras de baratear soluções para a medicina brasileira, para substituir produtos importados.

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2015 | 02h10

Para levar adiante seus projetos, Farias se inscreveu no mestrado profissional em biotecnologia em saúde humana e animal, que começa a ser oferecido pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).

"Hoje, para preservar um rim que será transplantado, usamos de quatro a seis litros de uma substância líquida importada dos Estado Unidos. Cada litro custa de R$ 700 a

R$ 9 00. Se fosse produzida no Brasil, o custo cairia para menos da metade. Com o mestrado, quero viabilizar a produção desta substância e de outras que irão baratear os processos cirúrgicos."

O coordenador do mestrado oferecido pela UECE, José Nunes Ferreira conta que um outro aluno inscrito na primeira turma do mestrado quer pesquisar a eficiência da água de coco na preservação de sêmen humano. "Há mais de 20 anos a UECE desenvolve pesquisas com água de coco e já temos 11 patentes de aplicação do líquido na biotecnologia."

Ele diz que o curso surgiu de demanda vinda de vários médicos que desejam validar produtos ou trabalhar com biomateriais. "Temos um anestesista inscrito no curso, que quer desenvolver um catéter com um sensor acoplado."

Nunes explica que ao entubar um paciente, o sensor irá indicar se o tubo está local ideal dentro do esôfago. "Quando atingir o ponto certo vai acender uma luz verde, evitando o risco de embolia pulmonar, por exemplo."

O coordenador afirma que o mestrado é pioneiro no País e conta com parceria da Amgen, empresa mundial de biotecnologia. "A empresa vai contribuir com aulas dadas por profissionais americanos por meio de videoconferência, além de oferecer material e suporte financeiro para a validação de patentes. Um dos nossos objetivos é formar profissionais qualificados para atuar em empresas de biotecnologia."

Segundo ele, biotecnologia é o futuro da indústria farmacêutica no mundo e o Brasil ainda caminha para consolidar seu mercado doméstico e ser referência internacional.

"A aposta em biotecnologia é global. O mercado tende a crescer exponencialmente e é preciso ter mão de obra capacitada para impulsionar esse desenvolvimento. Com sua experiência internacional, a Amgen se compromete a investir em educação científica", afirma o diretor médico da Amgen Brasil, Marcelo Vianna de Lima.

Nunes diz ser viável que alunos de outros Estados participem do mestrado. "Grande parte do curso será por videoconferência, as disciplinas de práticas laboratoriais poderão ser feitas durante os períodos de férias no trabalho dos alunos, que poderão optar por uma das quatro universidades que compõem a rede de parceiros."

Ele conta que a UECE mantém parceria para este curso de mestrado com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fiocruz Manguinhos e Universidade Católica de Brasília. O curso tem 40 vagas e deve iniciar nova seleção em novembro. O início da próxima turma será em março de 2016.

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