Meta de compra de dólar pode ser revista para baixo

O diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, disse há pouco que a meta de se comprar US$ 1,2 bi pode ser revista ao longo do ano para baixo. Isso ocorrerá, segundo Figueiredo, se algumas das projeções de entrada de recursos externos nas reservas do Brasil forem superadas. O BC e o Tesouro levaram em conta para chegar à meta de compras de US$ 2,4 bi no período de 2001 e 2002 a possibilidade de a República do Brasil captar no Exterior este ano e no próximo ano US$ 10 bi e ainda receber mais US$ 3 bi com a remuneração das aplicações das reservas internacionais. O governo ainda trabalhou com a expectativa de entrada nas reservas de cerca de US$ 2,9 bi provenientes das privatizações em que a venda das estatais é feita diretamente no Exterior ou mesmo levando em conta a possibilidade de o BC ser obrigado a comprar parte do ingresso de recursos externos no País para evitar impacto no mercado de câmbio, como aconteceu no caso da venda do Banespa. O Tesouro Nacional e o BC também levaram em conta que receberão mais cerca de US$ 500 mi com a liberação de garantias provocadas por operação de troca de dívida externa. "Esses são números conservadores, que podem mudar", disse Figueiredo. Por outro lado, o BC e o Tesouro levaram em conta a possibilidade de o Brasil ter que pagar em amortização de dívida externa no período entre 2001 e 2002 o equivalente a US$ 7,4 bi, além de desembolsar US$ 11,4 bi para o pagamento de juros externos. "Essa conta de juros pode mudar de acordo com a variação da taxa de juros norte-americana", ressaltou Figueiredo. Se essas projeções forem confirmadas, o Brasil teria um ganho de reservas nesse período de US$ 2,5 bi.

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