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Meta de crescimento de 4% será cumprida, diz Dulci

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, assegurou nesta quinta-feira que a meta de crescimento de 4% da economia para este ano será cumprida, apesar de o PIB só ter crescido 0,5% no 2º trimestre do ano em comparação com o primeiro. Dulci, destacou que o crescimento vem ocorrendo com distribuição de riqueza: "3,5% de crescimento ou 4%, como temos certeza que acontecerá este ano, é um crescimento muito significativo, sobretudo levando em conta que ele está sendo feito com distribuição de renda, com elevação da massa salarial, com ampliação do consumo popular", afirmou, lembrando que, "no passado, o Brasil até cresceu mais do que isso, mas sem distribuição de renda".O ministro observou que "há trimestres mais fortes e mais fracos.Isso acontece sempre. Então, podemos chegar a 4%, sim, porque o último trimestre do ano é sempre mais forte por causa do aquecimento das vendas do comércio, e nós continuamos trabalhando com a perspectiva de crescimento de 4% do PIB este ano, com a menor inflação da história do País. Isso é que é o mais, é o melhor de tudo isso, porque se trata de crescimento consistente da economia com inflação baixa".Dulci negou que a redução da taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, na quarta-feira, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), tenha sido uma decisão eleitoreira, assegurando que não houve interferência política do executivo no Banco Central e que a decisão foi técnica. "A decisão foi econômica. De maneira alguma foi política", afirmou. "É a menor inflação da história", observou. "Por que não poderia ser reduzida em meio ponto? Você só mantém taxas de juros mais altas ou interrompe a trajetória de queda quando há motivo e, sobretudo, quando a inflação está ameaçada. E agora a inflação não só não está ameaçada como ela está abaixo do que os analistas mais moderados tinham previsto.Para o ministro, a redução da Selic foi possível porque todas as condições para isso foram criadas. "As condições não caíram do céu", disse. "Foram criadas pela conduta responsável do governo e permitem, como o presidente do Banco Central disse, e o presidente Lula também, que vamos trabalhar para que haja uma redução consistente e gradativa para diminuição da taxa de juros".Dulci lembrou que a decisão do Copom foi unânime. "Seria no mínimo curioso porque, quando o Banco Central adotou e definiu um porcentual menor, ninguém disse que teria havido interferência para ser menor", insistiu ainda o ministro, questionando: "Por que teria havido interferência agora para a queda ser maior?" E acrescentou: "É sabido que há autonomia prática no Banco Central. O presidente tem respeitado inteiramente o Banco Central, mas foram criadas as condições na economia para que as taxas de juros continuem gradativamente sendo reduzidas".

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