Meta de elevar exportação em 10% é realista, dizem exportadores

A meta do governo de aumentar as exportações brasileiras em 10% é bastante realista, de acordo com as estimativas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Segundo o presidente da entidade, Benedicto Fonseca Moreira, a AEB trabalha com números semelhantes aos anunciados hoje pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.No entanto, a AEB acredita que o Brasil não vai ultrapassar o superávit comercial de 2002 - na casa dos US$ 13 bilhões - porque também haverá um aumento de 10% nas importações. "O que é muito positivo", disse Moreira. "Afinal, queremos ter um saldo da balança duplamente positivo, isto é, com aumento de exportações e importações, e não baseado em um desaquecimento."O diretor do departamento de relações internacionais e comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Maurice Costin, acredita que o cumprimento da meta de exportações depende do desenrolar de uma possível guerra entre Estados Unidos e Iraque. "Se a guerra se estender, pode afetar muito a demanda mundial." Em contrapartida, se não houver conflito, a meta de 10% pode ser até "tímida", na opinião de Costin."Considerando-se os excelentes resultados da balança em janeiro, a recuperação dos preços de commodities e a melhora do comércio com a Argentina, as exportações podem acabar crescendo mais de 10%." Costin acredita que a reformulação da Agência de Promoção de Exportações (Apex) tornará o órgão mais agressivo, passando a agir também na promoção comercial de grandes empresas.O presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), Roberto Segatto, disse que o novo orçamento para promoção comercial, que aumentou de R$ 60 milhões para R$ 198 milhões, ainda é insuficiente.

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