Meta de importações de US$ 90 bi em 2007 assusta empresários

A meta de o Brasil dobrar as suas importações até 2007, sem que isso signifique também dobrar as exportações nesse mesmo período, está provocando apreensão nos empresários da indústria nacional, que esperam que o saldo da balança comercial do País se mantenha em patamares significativos, como deve ocorrer este ano.O secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior, Mario Mugnaini, disse hoje que a retomada do crescimento econômico do País exigirá maior volume de importações, que, em 2007, poderão chegar a US$ 90 bilhões. Isto é, crescimento de mais de 90% se comparados aos US$ 47 bilhões esperados para 2003. O secretário lembrou, porém, que, nesse mesmo período, as exportações deverão estar atingindo a casa dos US$ 100 bilhões. Isso significa que, em 2007, a balança comercial alcançaria um superávit de US$ 10 bilhões, menos da metade do que é esperado para este ano (US$ 22 bilhões).?Os superávits servem para que as economias se vejam livres da maldição da vulnerabilidade externa, que coloca os países em desenvolvimento em xeque", disse o presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Boris Tabacof.Indagado pela Agência Estado sobre a reação negativa do empresariado nacional às suas palavras, Mugnaini respondeu: "Em primeiro lugar, se o País quiser fazer o segundo salto de qualidade, vai ter de importar equipamentos de última geração, que, por sua vez, permitirão fazer uma reatualização da indústria nacional."Defesa comercialMugnaini disse também que o crescimento das importações, independentemente da magnitude, exigirá do País um aprimoramento de seus mecanismos de defesa comercial, razão pela qual o governo já divulgou oito medidas para enfrentar o aumento de eventuais problemas em matéria de concorrência desleal e predatória. De acordo com a Fiesp, a cada cinco anos em exportação, o Brasil perde um por causa de concorrência desleal dos produtos importados.

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