Meta de inflação de 2% é importante, diz Fischer

O vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos precisam gerar uma inflação mais elevada como maneira de impulsionar os salários, garantir mais emprego e dar ao banco central um "colchão" para usar em caso de uma recessão econômica.

REUTERS

01 Dezembro 2014 | 17h32

Em um fórum do Conselho de Relações Exteriores, Fischer disse que não concordou com argumentos de que a meta de inflação do banco central deveria ser elevada a 4 por cento, como alguns argumentaram, ou simplesmente abandonada em favor dos menores aumentos de preços possíveis.

Ele disse acreditar que os ganhos modestos de preços consagrados na meta de 2 por cento da inflação dão espaço de manobra que o Fed precisa para estimular a economia, ao mesmo tempo que incentiva as empresas a aumentarem os salários na expectativa de preços mais elevados e as receitas mais forte.

"Temos de manter a inflação significativamente abaixo de 4 por cento, mas você precisa de algum colchão" para a política monetária operar, disse Fischer. Ele afirmou que é mais fácil as empresas responderem aos aumentos de preços graduais e à eventual necessidade de aumentar os salários, do que responder aos preços estagnados ou em declínio com cortes salariais.

(Por Rodrigo Campos)

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