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Meta de inflação deverá ser mantida

Mantega diz que são remotas as chances de redução

, O Estadao de S.Paulo

23 de maio de 2009 | 00h00

A chance de o governo reduzir a meta de inflação para 2011 é remota, apesar de esse ser um desejo acalentado nos bastidores pelo Banco Central. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, em São Paulo, que não há perspectiva de se reduzir a meta para o primeiro ano do próximo governo, deixando clara sua visão que, nessa matéria, tem prevalecido nos últimos anos no embate interno da equipe econômica. Atualmente, a meta é de 4,5%, a mesma prevista para 2010. Uma fonte do Ministério da Fazenda explicou que, embora o assunto ainda não esteja sendo discutido a todo vapor dentro do governo ( uma decisão será tomada em junho pelo Conselho Monetário Nacional), a avaliação preliminar é de que uma redução na meta teria como consequência um menor espaço para queda na taxa de juros. "Seria importante o BC primeiro avançar mais na redução dos juros para depois discutirmos uma redução na meta", disse a fonte, lembrando que a atividade econômica deverá retomar em ritmo acelerado em 2010 e uma meta menor poderia levar a um indesejável aperto monetário, o que ninguém quer ouvir, especialmente em ano eleitoral. Vale lembrar que os juros no segundo semestre de 2010 já estarão sendo calibrados para a inflação de 2011. Embora a tendência seja de manutenção da meta, cenário que até fontes do BC reconhecem como mais provável, a autoridade monetária tem, nos últimos dias, atuado para pautar essa discussão e já tratou do tema, de forma discreta, dentro da equipe econômica. A visão interna do BC é de que um dos fatores que mantém os juros altos no Brasil é a inflação ainda em patamares elevados, acima da média de países similares e também das nações desenvolvidas. Uma meta menor, ao coordenar as expectativas para um nível mais baixo de inflação, ajudaria o País a conviver no longo prazo com juros menores, mais próximos dos praticados nas economias mais estáveis. E o momento de inflação em queda, por causa da crise mundial, seria favorável para se mudar de patamar com uma dose menor de sacrifício. Mas a Fazenda segue resistente a esses argumentos e deve jogar para deixar tudo como está. Para Mantega e sua equipe, além de outros desenvolvimentistas do governo, a prioridade do País continua sendo aumentar o crescimento, mantendo a estabilidade de preços. E, na visão deles, a meta de 4,5% é a mais adequada para compatibilizar os dois objetivos.

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