Meta de inflação é para o ano e não mensal, diz secretário da Fazenda

Chefe de Política Econômica, Márcio Holland, minimizou o fato de inflação ter atingido o maior nível em 3 anos em setembro

Victor Martins, Adriana Fernandes, Agência Estado

08 de outubro de 2014 | 13h24

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, minimizou o estouro do teto da meta de inflação, que segundo o IBGE atingiu em setembro 6,75%. É o maior nível desde 2011. 

Segundo ele, a meta de inflação é para o ano e não para o mês. Holland também minimizou o impacto político do número divulgado hoje. "A inflação independentemente de ciclos políticos. É comportamento da economia por situações diversas", afirmou.

Holland afirmou ainda que uma situação importante a se destacar é que a inflação de alimentos e bebidas, mesmo que esteja em movimento de alta em setembro, está sendo menor que nos últimos anos. Ele disse ainda que o País está vivendo um regime de seca. 

"Alguns estão em seca há quatro anos. Esse regime de seca tem impacto no caso da energia elétrica", disse. Ele ainda defendeu que o comportamento dos preços monitorados mostram que não se sustenta hipótese de represamento de preços. 

Represamento de preços. Holland afirma que não se sustenta a hipótese de represamento de preços e parte das explicações para a alta de preços de itens monitorados se deu pelo reajuste de preços de energia residencial, que subiu 1,37% no mês. 

"Nós também observamos reajustes em passagem aérea, por dois meses consecutivos teve reajuste acima de 10%. Contudo, acumulado no ano de 2014, acumulam redução de preços de 24%", disse.

Holland afirmou ainda que carnes, dentro do item de alimentação e bebidas, tiveram aumento de 3,17% no mês, contribuindo para aumento do grupo alimentação e bebidas de "forma relevante". 

"Estamos no período de entressafra, coincidindo com período de seca. Isso acaba elevando o custo unitário", disse. 

"Ao mesmo tempo tem aumentos de demanda externa", afirmou. Segundo o secretário, o brasileiro tem uma série de outros produtos substitutos para carne, como frangos, ovos e outras aves, que vem apresentando comportamento benigno este ano. 

O secretário ainda destacou alguns produtos, como a farinha de mandioca, que apresenta queda de 26,54% no ano. Segundo ele, os preços no atacado, que estavam em deflação, apresentaram recuo. 

"Esses preços no atacado também devem ajudar no controle da inflação ao consumidor nos próximos meses, outubro, novembro e dezembro", afirmou. A avaliação dele é de que os últimos três meses tenha um comportamento melhor que o último trimestre do ano passado, "de sorte que a inflação convirja para as metas".

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