Meta de inflação não será decidida no voto, diz Bernardo

Para ministro do Planejamento, discussão é ´processo de convencimento´

Agencia Estado

22 de junho de 2007 | 16h43

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira, 21, que ainda não está fechado dentro do governo o debate sobre a meta de inflação para 2009, que será fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na próxima semana. O ministro, no entanto, disse que esta é uma questão que jamais iria para o voto entre os membros do Conselho: o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o próprio Paulo Bernardo. "É um processo de convencimento. Nós ainda não sentamos para conversar e, seguramente, vamos fazer isso antes da reunião do CMN", afirmou o ministro.Bernardo afirmou, ainda, que "tem clareza" de que esta questão pode parar na mesa do presidente e que, se isso acontecer, caberá a Lula decidir a meta de inflação. "Posso eventualmente discutir, debater e divergir do ministro Mantega, mas vocês não me verão divergindo do presidente", disse Paulo Bernardo, que já defendeu publicamente a fixação da meta de inflação em 4%. Ao ser questionado se manteria a sua posição, Bernardo respondeu: "não vou brigar com o meu presidente". Ele disse que ainda quer conversar sobre o assunto com Lula. "Tenho sido muito prudente nas minhas falas. Já disse inúmeras vezes que isso não está debatido dentro do governo. O fato é que a inflação de 2006 foi de 3,14% e a de 2007 deve ficar em torno de 3,5%", disse o ministro, que participou de uma audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.

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