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Meta de inflação para 2005 será definida em junho

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje, no plenário da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que o Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá em junho a meta de inflação para 2005. Ele explicou aos parlamentares que o CMN, ao definir a meta de inflação, também leva em consideração uma projeção de crescimento econômico. Ele ressaltou, entretanto, que o objetivo único a ser perseguido pelo BC é a meta de inflação. A meta de inflação para 2004 foi fixada em junho de 2002 pelo CMN em 3,75%, com margem de tolerância de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Apesar disso, o Comitê de Política Monetária (Copom) já trabalha com a meta ajustada de 5,5% para 2004.Meta ajustada para 2003 será mantidaNo plenário Da Câmara, Meirelles também sinalizou que a meta ajustada de inflação para este ano, de 8,5%, será mantida. Meirelles lembrou que, na carta entregue ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no início do ano, destacava-se a possibilidade de que, caso os preços administrados ou monitorados por contrato tivessem uma alta superior às projeções do BC, a meta ajustada de inflação poderia ser alterada. Segundo Meirelles, a projeção para variação deste conjunto de preços em 2003 é de 14%. Até o momento, o BC percebe que os preços registram uma variação anualizada de 16%, mas "caminhando para voltar aos 14%" inicialmente projetados. "Por isso, não é o caso de se alterar a meta". Ele evitou fazer qualquer previsão sobre o tempo que ele considera necessário para que a inflação caia. "Quando isso ocorrer, todos ficarão sabendo através de uma decisão do Copom, que será divulgada de forma equânime, como sempre", disse Meirelles. Ele voltou também a dizer que é importante observar no Brasil a questão da formação de preços na economia. E voltou a sugerir que os agentes econômicos passem a considerar a inflação futura, e não a inflação passada. Essa é, segundo Meirelles, é a melhor forma de se combater a inércia inflacionária.Defesa ao modelo de metasMeirelles defendeu o atual modelo de metas de inflação no País que, segundo ele, é "o modelo mais equilibrado" em que o governo, por meio do Conselho Monetário Nacional, define a meta de inflação e o Banco Central, por meio de seus instrumentos de política monetária, define a taxa de juros nominal que permitirá o cumprimento da meta. Ainda segundo Meirelles, estudos divulgados na imprensa que afirmam que a manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, em 26,5% ao ano e a tendência de queda da inflação resultarão num aumento progressivo da taxa de juros real ? juro nominal descontada a inflação ? do País partem de hipóteses que precisam ser avaliadas sempre pelo Copom. O que o presidente do BC quis ressaltar é que não há como "cravar" que a taxa de juros real irá aumentar ao longo de 2003, já que não há como antecipar se a Selic será mantida em 26,5% ao ano durante todo o ano, mesmo com a concretização de uma queda da inflação no País. ?Queda do risco é importante para reduzir juros?O presidente do BC afirmou que a queda do risco país ? taxa que mede a confiança dos investidores na capacidade de pagamento da dívida ? é um elemento importante para obter uma redução da taxa de juros real de equilíbrio de longo prazo. Segundo ele, a taxa de juros de equilíbrio de longo prazo é aquela que não altera a inflação, "nem para cima nem para baixo". Meirelles afirmou que essa taxa real tem uma relação com os juros externos. Por isso, é importante a redução do risco país para alcançar uma redução dessa taxa interna.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 13h46

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