Meta de inflação para 2014 é de 4,5%, diz governo

O governo preferiu não mexer na meta de inflação por causa da crise internacional, apesar de haver avaliações dentro da equipe econômica que o objetivo oficial do país ainda é elevado

REUTERS,

28 de junho de 2012 | 15h24

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu fixar a meta de inflação de 2014 em 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos, e reafirmou o mesmo objetivo para o ano que vem.

"A meta de inflação já vem fixada há mais anos. É a meta mais factível para a economia brasileira. Dá tranquilidade para absorver choques eventuais e flutuações do cenário internacional", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland.

O CMN é formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do Banco Central.

A meta de inflação está estipulada em 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos, desde 2006.

Desde então, os preços medidos pelo IPCA ficaram dentro dessa banda, sendo três vezes na parte superior da tolerância e três abaixo.

No ano passado, no entanto, houve risco elevado de a inflação estourar a meta, quando o IPCA fechou exatamente no teto de 6,5%.

O governo preferiu não mexer na meta de inflação por causa da crise internacional ainda aguda, apesar de haver avaliações dentro da equipe econômica que o objetivo oficial do país ainda é elevado, ainda mais se comparado com outras economias.

Por Tiago Pariz; Texto de Patrícia Duarte

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