Meta é chegar à liderança do mercado

A entrada da Caixa Econômica Federal no mercado de consórcio de imóveis aumentará a demanda por títulos públicos federais de prazo mais longo. A intenção da Caixa é tornar-se líder de mercado já a partir de julho do ano que vem. Com uma rede de 2 mil agências em todo o País, a direção da Caixa acredita que a formação dos grupos não demorará muito e estima que serão vendidas 10 mil cotas de consórcios de imóveis ainda este ano. Considerando um valor médio de R$ 60 mil por cota, essas vendas criariam um estoque de cerca de R$ 100 milhões em reservas técnicas que serão aplicadas em títulos públicos de longo prazo. Como a prestação e o saldo devedor do consorciado serão corrigidos com base no INPC, essa nova alternativa para compra da casa própria deverá estimular especialmente a demanda por papéis do governo indexados a índices de preços. Atualmente, o setor imobiliário responde por 4% do total do mercado de consórcios com estoque de 111 mil cotas. A expectativa da Caixa é aumentar esse porcentual para algo próximo a 10% nos próximos três anos. "A líder do mercado tem algo perto de 20 mil cotas. Em julho do ano que vem temos condições de ser o líder", afirma Ricardo Cardoso, diretor de Operações da Caixa Consórcios. A entrada da Caixa na área de consórcios servirá ainda como um impulso para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Os contratos dos consorciados serão padronizados e incluirão a alienação fiduciária como instrumento de garantia. Isso facilitará o lançamento de títulos no mercado financeiro lastreados nesses contratos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.