Meta das construtoras é ter produto rentável e competitivo

Construtoras buscam manter desempenho na capital e região metropolitana em 2015

Márcia Rodrigues , Especial para o Estado

17 de junho de 2015 | 02h06

Manter a rentabilidade e desenvolver produtos de qualidade com preço competitivo são metas da NS Construtora e da Eztec S/A, premiadas com o Top Imobiliário. O objetivo é garantir um bom desempenho no mercado imobiliário da capital e região metropolitana.

A NS faz sua estreia entre as dez mais no ranking geral das construtoras, que teve a Gafisa como campeã e a Even como vice. Fundada há 25 anos, a NS começou lançando loteamentos em Goiás e Mato Grosso.

"Agora se consolida como uma das mais importantes empresas de desenvolvimento imobiliário de São Paulo", comemora o diretor da NS, Luiz Fernando Ferraz Bueno.

O reconhecimento, segundo ele, "veio por meio de um dos mais significativos prêmios do País, o Top Imobiliário".

A construtora espera fechar o ano com vendas contratadas de R$ 600 milhões e um valor geral de lançamentos de R$ 1 bilhão. Os números são bastante otimistas na comparação com 2014, quando a NS registrou, respectivamente, R$ 200 milhões e R$ 300 milhões.

Bairro planejado. Ferraz destaca o lançamento do primeiro bairro planejado da NS. O Vila Parque, em Santana de Parnaíba, terá casas, de 66 e 95m², e apartamentos de 58 e 76m², com dois e três quartos. No total, serão 2.692 unidades.

A construtora também adquiriu área de 450 mil metros quadrados perto da Rodovia Raposo Tavares, na zona oeste da capital. Bueno diz que a NS pretende consolidar seu landbank, o banco de terrenos, que atua na compra, estoque e venda de áreas, "atualmente, com um capital de R$ 2,5 bilhões".

Rentabilidade."Esperamos que a empresa continue operando com rentabilidade e segurança", afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, Emílio Fugazza.

Na divulgação do balanço, a companhia destacou que a receita líquida atingiu R$231,7 milhões no primeiro trimestre, com aumento de 9,9% sobre o mesmo período de 2014.

As duas construtoras acreditam que é preciso oferecer produtos bem desenhados, com bom preço e qualidade, para garantir o sucesso dos empreendimentos. "Existe uma tendência clara no mercado paulista de esforço para a liquidação dos estoques atuais, com realização de promoções agressivas", afirma o diretor da NS. Segundo ele, esses imóveis, cuja liquidez tem sido baixa, devem reduzir a oferta de lançamentos em 2015.

Bueno considera que a decisão de compra de um imóvel está diretamente ligada à percepção que as pessoas têm da situação da economia. "Isso vem exigindo um prazo maior de maturação por parte do comprador", avalia. "Ele só fecha o negócio quando observa uma boa condição." Para ele, esse cenário tem reduzido a velocidade de vendas dos imóveis.

Na opinião de Fugazza, há liquidez no mercado da capital e região metropolitana, desde que sejam oferecidos produtos bem desenvolvidos e com bom preço. Ele cita o lançamento do Splendor Ipiranga, com 44 unidades de alto padrão, em fevereiro deste ano na zona sul de São Paulo. "O projeto encerrou março com 64% de suas unidades vendidas", diz.

O diretor da Eztec também destaca o Cidade Maia, lançado em 2014. Localizado em Guarulhos, na região metropolitana, o empreendimento terá 2 mil unidades residenciais com valor geral de vendas (VGV) de R$ 1 bilhão. "Este projeto demonstra a capacidade da companhia de desenvolver produtos a preços competitivos, atendendo às necessidades de seus clientes", comenta Fugazza.

Para a NS, resolver a equação de oferta versus demanda é mais importante do que as diretrizes previstas pelo novo Plano Diretor da capital. "A oferta está muito alta e a demanda tem caído", diz Bueno. "Se o mercado estivesse num momento mais otimista, os preços tenderiam a subir."

Ele vê "inúmeros problemas" em São Paulo, apontando dois principais: mobilidade urbana e transporte público. Por isso, na opinião de Bueno, parece lógico o incentivo à produção imobiliária ao longo dos eixos de transporte, formado pelos corredores de ônibus, estações de metrô e trem.

"Uma possível mudança de valores, decorrente disso, poderá acontecer", prevê Bueno. "A tendência é que o mercado se reorganize e, naturalmente, ocorram negociações mais flexíveis entre as incorporadoras e os donos de terrenos."

A Eztec, de acordo com Fugazza, aguarda a aprovação da lei de zoneamento - encaminhada neste mês à Câmara municipal - para ter uma avaliação concreta dos impactos das novas regras, tanto em termos de desenvolvimento de produto quanto de aquisição de terrenos.

VGV. A NS ficou em décimo lugar no ranking das construtoras. Em sétimo, vem a Eztec.Na lista das dez empresas que registraram maior valor geral de vendas (veja tabela) lançado em 2014, a Eztec registrou R$ 811,5 milhões. Nessa mesma lista, aparecem as construtoras Edalco e CNA, que não se classificaram no ranking final do segmento de construção.

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