WILTON JUNIOR | ESTADÃO CONTEUDO
WILTON JUNIOR | ESTADÃO CONTEUDO

Meta fiscal de 2016 põe Barbosa e Levy de lados opostos

Ministro do Planejamento defende a criação de bandas de superávit, enquanto o da Fazenda é contra mudanças

Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2015 | 07h35

BRASÍLIA - A vitória na semana passada na aprovação do projeto de lei que permitiu a alteração da meta fiscal deste ano virou assunto do passado. A nova discussão dentro do governo é sobre a alteração da meta fiscal de 2016.

Cumprir a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano é muito difícil, mas o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é contra a alteração neste momento.

Por outro lado, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e alguns parlamentares querem tomar uma atitude para flexibilizar a meta ainda no Congresso. Há um esforço grande para o convencimento também da presidente Dilma Rousseff.

Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, Barbosa tenta reviver uma antiga ideia de criar bandas de superávit, o que permitiria que o governo “flutuasse” dentro de uma margem e evitaria um projeto no ano que vem para alterar a meta de 0,7%.

Dilma e a equipe econômica sabem que se a meta não for alterada agora o governo precisará fazer uma revisão assim que o IBGE divulgar o resultado do PIB no primeiro trimestre.

Desligamento. Alguns congressistas preveem novo desgaste em 2016 para alterar a meta pelo terceiro ano seguido. Este ano, o governo precisou anunciar um “shutdown” (desligamento) na máquina pública porque o Congresso demorou a aprovar a alteração da meta fiscal. Foram congelados este mês, por poucos dias, R$ 11,2 bilhões correspondentes aos gastos não obrigatórios.

Pessoas próximas à negociação afirmam que o ministro da Fazenda tem reclamado diversas vezes dessa possibilidade em reuniões com a presidente. Ele também já se manifestou publicamente contra a medida, sugerida pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.