Metade das casas não foi entregue

O Minha Casa, Minha Vida completou cinco anos em abril, com a contratação de 3,39 milhões de unidades. Porém, apenas 1,68 milhões foram entregues. A primeira fase do programa, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve 1 milhão de moradias contratadas. A etapa atual, lançada com meta de 2 milhões de unidades até este ano, foi ampliada pela presidente Dilma para 2,75 milhões de residências. Somadas as duas fases, os investimentos em cinco anos são da ordem de R$ 234 bilhões.

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2014 | 02h04

A presidente Dilma discute qual será a meta para a terceira etapa. Ela disse, na semana passada, que é possível construir 4 milhões em quatro anos, fazendo 1 milhão por ano. No momento, esse número é menor, de quase 960 mil. "A meta é assim, quando você vê que vai cumpri, amplia", disse ao discursar, na quinta-feira passada, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que tem a participação de empresários e movimentos sociais.

O volume de recursos no programa depende do mix de imóveis por faixa de renda, pois o subsídio varia por esse critério. A faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. O subsídio do governo para esse público chega a 95% do valor do imóvel. Na faixa 2, o subsídio é menor e a renda familiar pode ser de até 3,275 mil. Na 3, com renda de até R$ 5 mil mensal, a vantagem é a taxa de juros mais baixas.

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