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Metade dos alemães defende volta do marco

Pesquisa mostra que 51% dos entrevistados estão insatisfeito com o euro e apenas 17% acreditam que sua adoção tenha sido benéfica para o País

, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

Quase um em cada dois alemães querem de volta o velho marco no lugar do euro, revela pesquisa divulgada pelo jornal "Bild". Segundo estudo elaborado pelo instituto YouGov, entre 20 e 22 de dezembro, com 1.068 pessoas, 49% dos cidadãos alemães defendem o retorno da moeda antiga e 41% são contra a ideia.

O euro nasceu em janeiro de 1999 como moeda fiduciária. Em forma de notas, existe desde 2002, quando foi adotado como moeda legal da zona do euro. Hoje é usado em 16 dos 27 países da União Europeia.

Segundo a pesquisa intitulada Percepção Pública da Crise da Moeda Única, 51% dos entrevistados estão insatisfeitos com a adoção do euro e apenas 17% acreditam que a sua introdução tenha sido benéfica para os alemães. Além disso, 67% dos cidadãos estão preocupados com a estabilidade da moeda.

A chamada "nostalgia do marco", sinônimo de estabilidade monetária e para muitos alemães de reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, tem sido uma constante desde a introdução do euro.

A atual crise na zona euro aumentou esse sentimento e deu asas a uma coalizão incomum de opositores, liderados pelo polêmico dramaturgo Rolf Hochhuth. Entre as ações tomadas pelos opositores do euro está a ação movida na última primavera no Tribunal Constitucional contra os mecanismos de emergência de países em dificuldades, como a Grécia.

Eles também acreditam que podem se articular como movimento de protesto igual ao Tea Party americano - um movimento social e político populista, conservador, de ultradireita, surgido nos Estados Unidos em 2009.

O próprio Hochhuth admite, em declarações à revista Der Spiegel, não saber se é possível reverter a introdução do euro. "Eu não sei se é possível. Só sei que a Alemanha funcionava melhor com o marco", admite Hochhuth. O dramaturgo tem entre seus adeptos Patrick Adenauer, neto do primeiro chanceler da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer.

Entre a população alemã, a crise da zona do euro desencadeou uma série de críticas a uma suposta irresponsabilidade do governo no combate à crise. A dimensão política da crise do euro pode ser observada no nível de endividamento dos países da zona do euro, que ainda é muito mais baixo que aquele dos EUA e do Japão. / EFE

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