Marcos D'Paula/Estadão
Marcos D'Paula/Estadão

Metade dos brasileiros acredita que a Previdência é sustentável, diz pesquisa

Pesquisa feita pela Ipsus em parceria com a Fenaprevi aponta que maioria dos brasileiros desconhece a existência de outras formas de proteção social e não supõe que haja alternativas

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 12h02

O presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e presidente da Zurich do Brasil, Edson Luis Franco, disse nesta terça-feira que a maioria dos brasileiros desconhece a existência de outras formas de proteção social e não supõe que haja outras alternativas à proteção que esperam ser dever do Estado. 

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Pesquisa feita pela Ipsus em parceria com a Fenaprevi mostra que os brasileiros ainda não compreenderam que a Previdência Social está em desequilíbrio e marcha para o colapso. Prova disso, diz o executivo, é que 51% ainda acredita que o sistema é sustentável. Apenas 28% entendem a insustentabilidade do sistema. Mas 51% pretendem se aposentar antes dos 65 anos. Outros 20% querem se aposentar antes dos 60 anos e somente  20% admitem se aposentar com 65 anos de idade ou mais.

"Temos que melhorar o nível de entendimento, redemocratizar o acesso dos indivíduos e das empresas aos instrumentos privados de proteção social", disse Franco durante a abertura do IX Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada.

 

No Brasil, afirmou Franco, ainda é alto o déficit de proteção de renda e o potencial alcance dos produtos privados que propiciam esta proteção. Hoje estes produtos, que constitui eficiente veículo para a universalização do que se convencionou chamar de seguros inclusivos direcionados ao público de mais baixa renda representam apenas 0,5% do PIB.

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"Um exemplo disso é o seguro funeral e a importância da sua regulamentação para assegurar o acesso e a segurança a seus consumidores. Da mesma forma, os produtos de acumulação ainda estão longe de alcançar o seu potencial, especialmente pelo baixo nível de poupança doméstica do Brasil em comparação com outros países desenvolvidos e emergentes", disse.

 

Segundo o presidente da Fenaprevi, o Brasil é um país com cultura de poupança de longo prazo ainda em formação. Neste contexto, tais planos, tanto empresariais quanto individuais, são pontos querelantes de financiamento da dívida pública e de investimentos de longa maturação mediante à alocação de recursos e ações de títulos de crédito privados que estimulam o crescimento das empresas.

 "Temos muito ainda a fazer em termos de incentivos à criação de planos empresariais, especialmente de planos para pequenas e médias empresas que hoje não têm estímulos para estabelecer planos previdenciários", afirmou o executivo. 

 

Para ele, a correta tipificação tributária do seguro de vida universal é também importante medida para aumentar a abrangência de produtos com alternativas de fomento da poupança de longo prazo. Na avaliação do presidente da Fenaprevi, em relação aos indivíduos, há ainda um longo trabalho a ser feito em termos de educação securitária e da promoção de um debate intelectualmente honesto.

 

"Estudo realizado pela Zurich do Brasil em parceria com a Universidade de Oxford revelou que 75% dos entrevistados consideram dever do Estado o bem estar dos indivíduos embora todos saibam que esta tarefa é inviável. "É um porcentual próximo de pessoas, de 83%, sem condições de sobreviver financeiramente por mais de seis meses", informou. 

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