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Metade dos recursos anticrise erradicariam a fome, diz Lula

Em reunião da FAO em Roma, presidente critica sistema financeiro e pede fim dos subsídios agrícolas

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo,

16 de novembro de 2009 | 10h24

Um dos raros líderes políticos do G-20 presente à Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), nesta segunda-feira, 16, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas em seu discurso ao sistema financeiro internacional. Segundo o brasileiro, a especulação e a falta de regulação por parte dos governos causou o colapso dos bancos.

 

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"Frente à ameaça de um colapso financeiro internacional, causado pela especulação irresponsável e pela omissão dos Estados na regulação e fiscalização do sistema, os líderes mundiais não hesitaram em gastar centenas e centenas de bilhões para salvar bancos falidos", lembrou, pedindo a mesma atenção ao combate à fome. "Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome no mundo."

 

Lula fez um apelo pelo fim dos subsídios agrícolas "vergonhosos" e defendeu a reforma de instituições internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Por fim, pediu projetos de longo prazo para o combate à fome no mundo, que, como revelou a FAO em abril, assola 1 bilhão de pessoas no mundo. "Necessitamos, sim, de medidas que funcionem em situações emergenciais. O mais importante, no entanto, são as soluções de longo prazo, capazes de prevenis calamidades."

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