Metais básicos fecham em baixa

Na Comex,  o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,0540, ou 1,43%, para US$ 3,7335 por libra-peso

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

29 de outubro de 2010 | 16h54

Os preços dos contratos futuros de metais básicos fecharam em queda, pressionados pela expectativa de que o potencial programa de estímulo econômico do Federal Reserve (Fed, banco central americano) não será tão grande quanto se esperava, visto que dados divulgados hoje mostrarem um crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre.

Segundo o Departamento do Comércio dos EUA, o PIB norte-americano cresceu 2,0% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, após ter aumentado 1,7% no segundo trimestre nos mesmos termos de comparação. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam que o PIB subisse 2,1% no período. "Alguém pode interpretar isso como um sinal de que o Fed não será tão agressivo como se esperava na implementação do afrouxamento quantitativo", disse o estrategista de commodities Bart Melek, da BMO Capital Markets.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da Bolsa de Metais de Londres  (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 141,00, ou 1,69%, para US$ 8.199,00 por tonelada, e acumulou queda de 1,60% na semana. Em outubro, porém, o contrato subiu 2,36%.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,0540, ou 1,43%, para US$ 3,7335 por libra-peso, com mínima de US$ 3,7035 e máxima de US$ 3,7875 ao longo da sessão. Na semana, o contrato acumulou queda de 1,67%, enquanto no mês registrou ganho de 2,24%.

Os funcionários da mina de Collahuasi, no Chile, responsável por 10% da produção anual de cobre no país, rejeitaram a proposta salarial apresentada pelos patrões e aguardarão cinco dias para que o governo faça a mediação de um novo acordo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em baixa de US$ 56,00, a US$ 2.449,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 71,00, para US$ 2.422,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 3,50, para US$ 2.343,00 por tonelada. O contrato do níquel perdeu US$ 110,00 e encerrou o dia a US$ 22.990,00 por tonelada, enquanto o contrato do estanho fechou em baixa de US$ 610,00, a US$ 25.590,00 por tonelada.

No segmento de metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro subiu US$ 15,10, ou 1,12%, para US$ 1.357,60 por onça-troy, acumulando ganho de 2,45% na semana e de 3,66% em outubro. Segundo analistas, o avanço nos preços do metal foi provocado pela decepção com os dados do PIB do terceiro trimestre e pela introdução de mais um ETF (fundo com cota negociável em bolsa) de metais preciosos no mercado, o ETFS Precious Metals Basket, da ETF Securities. Também foi citado como fator de suporte a incerteza quanto à decisão de política monetária do Fed, na semana que vem.

"Estamos há seis dias de um anúncio do Fed, há muita incerteza e os operadores querem ficar protegidos", disse Larry Young, presidente da Covenant Trading. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
metaisLMEcobreouro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.