Metalúrgico quer limite a importado para manter emprego

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, disse hoje que os metalúrgicos solicitaram ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, medidas emergenciais que possam reduzir as importações de máquinas e equipamentos, ferramentas e autopeças novas e usadas. Segundo ele, as importações desses itens cresceram muito e podem comprometer o emprego no setor.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

27 de abril de 2010 | 17h21

Ele disse que havia um compromisso do Ministério do Desenvolvimento de que só entrariam no País equipamentos usados, sem similar nacional. Mas não é o que está ocorrendo. Nobre afirmou que, com a crise, os mercados se retraíram e os países ressentidos querem empurrar equipamentos usados para o Brasil. "É preciso que o governo tenha um compromisso com o emprego no Brasil e não lá fora", afirmou o sindicalista, após reunião com Miguel Jorge.

Ele defendeu o aumento do imposto de importação desses itens para proteger a produção e o emprego no Brasil. Ele disse que Miguel Jorge prometeu analisar a questão e deve receber os representantes dos metalúrgicos novamente dentro de duas semanas. Participaram também da reunião o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, e o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Carlos Grana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.