José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Metalúrgicos aceitam acordo e greve da Chery chega ao fim

Piso de R$ 1.199 vai a R$ 1.850 e montadora chinesa aguarda julgamento do TRT para adequar-se ao sistema de brasileiro de trabalho

GERSON MONTEIRO, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

07 Maio 2015 | 10h22

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - Depois de 30 dias com a produção paralisada, os metalúrgicos da montadora chinesa Chery aceitaram o acordo com a empresa. Aproximadamente 400 trabalhadores participaram da assembleia que ocorreu na quarta-feira, 6, na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos na região central de Jacareí, no Vale do Paraíba. A retomada ao trabalho deve acontecer ainda hoje na fábrica que fica na área industrial da cidade.

Durante a assembleia o presidente sindical Antônio Ferreira de Barros disse que a categoria sai fortalecida da greve. Para ele, o modelo brasileiro de trabalho transpôs o modelo chinês que a montadora tentou implantar no país. "Isso é uma vitória importante não só para a Chery, mas para todos os trabalhadores brasileiros", comemorou. A mobilização dos metalúrgicos do Vale do Paraíba foi uma das mais longas em todo o País.

A aceitação do acordo ainda não põe fim ao processo de negociação entre trabalhadores e a montadora chinesa. Um dos pontos principais era a equiparação salarial da categoria - o piso na empresa passou de R$ 1.199 para R$ 1.850, retroativo a 1º de abril. No acordo a empresa aceitou a redução de jornada de 44h para 42h semanais, além da estabilidade nos empregos por 90 dias. Os 20 dias úteis de produção paralisada serão trocadas por 4 sábados ainda este ano.

Em data a ser definida, o Tribunal Regional do Trabalho julgará a pauta que inclui o mesmo reajuste de 54% aos funcionários que recebem acima do piso - cerca de 30% do quadro de empregados, a implantação de plano de carreira, entre outros pontos de divergência.

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