Metalúrgicos ameaçam parar produção da Volvo no PR

Metalúrgicos de São José dos Pinhais (PR), que cruzaram os braços na Volkswagen-Audi e no grupo Renault-Nissan para reivindicar aumento salarial, ameaçam paralisar a produção da Volvo nesta terça-feira. Segundo o diretor vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, a fabricante tem até amanhã cedo para apresentar nova proposta aos trabalhadores, que se reúnem em assembleia às 7h30 para discutir a situação.

MICHELLY CHAVES TEIXEIRA, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 18h50

A Volvo ofereceu aos metalúrgicos uma correção salarial de 6,53%, equivalente à variação integral de 4,44% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no acumulado de 1º de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009, mais 2% de aumento real. Além disso, a empresa se dispôs a pagar um abono de R$ 2.000,00.

A categoria, por sua vez, pede um piso salarial de R$ 1.500,00, 100% do INPC e um aumento real superior a 3% da remuneração mensal. Outro pedido da categoria é de garantia dos empregos até pelo menos 31 de dezembro. Eles também reivindicam que o vale-alimentação seja corrigido de R$ 60 para R$ 120.

As paralisações nas fábricas da Volkswagen-Audi e da Renault-Nissan seguem por tempo indeterminado, com 8,5 mil metalúrgicos em greve. Contando com hoje, já são nove dias de paralisação na Volks e sete na Renault. "As duas fábricas já deixaram de produzir nesse período 12.740 automóveis", informa o sindicato, em nota.

Na noite desta segunda-feira, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba realizaram audiência de conciliação com a Renault no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Reunião do gênero foi realizada mais cedo com a Volks. Amanhã, o sindicato realiza novas assembleias na Volkswagen e na Renault, a partir das 5h da manhã, para informar os metalúrgicos sobre o resultado das audiências de hoje no Tribunal.

Metalúrgicos do ABC

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC acatou a proposta de reajuste salarial feita pelas montadoras de veículos, mas continua com mobilizações no ramo de autopeças. Hoje, segundo nota da entidade, quatro mil trabalhadores deixaram de entrar em fábricas da região e outros mil funcionários paralisaram a produção durante três horas. Os protestos têm como reivindicação o aumento de salário dos trabalhadores.

Segundo o sindicato, a paralisação total atingiu as quatro fábricas do grupo Dana, além da Metaltork, TRW, Delga e Autometal, todas de Diadema. Depois de assembleia na manhã de hoje, antes do início do primeiro turno, os funcionários decidiram não trabalhar. Na IGP, Federal Mogul e Detroit, também autopeças de Diadema, e na Mark Grundfos, fábrica de bombas hidráulicas em São Bernardo, os trabalhadores paralisaram a produção entre 6h e 9h.

De acordo com comunicado da entidade, amanhã os trabalhadores no primeiro turno das três empresas do grupo Proema, Mark Grundfos e do turno da tarde na Mahle Metal Leve, todas localizadas em São Bernardo, vão parar a produção por algumas horas para fazer manifestações. Na quinta-feira haverá nova assembleia no sindicato.

Amanhã de manhã será realizada uma rodada de negociação no Sindipeças para tratar da questão, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. No último sábado, dez mil metalúrgicos das montadoras do ABC aprovaram em assembleia proposta de 6,53% de aumento salarial, mais abono de R$ 1.500,00, valor que será pago ainda em setembro.

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