Metalúrgicos apresentam reivindicações e falam em "festival de greves"

Um piso salarial de R$ 1.200,00 e a redução da carga horária para 36 horas semanais, sem a redução de salários, nos locais em que já se trabalha 40 horas por semana, são algumas das propostas tiradas do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Setor Automotivo, encerrado hoje em São Bernardo do Campo (SP). Lideranças sindicais da categoria disseram que pode haver um "festival de greves" dependendo das reações dos sindicatos patronais. Os metalúrgicos também reivindicam a unificação das datas base da categoria em 1.º de setembro e que qualquer plano de terceirização a ser executado pelas montadoras seja submetido, antecipadamente, aos sindicatos, informou Fernando Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM).As propostas, segundo ele, serão submetidas, em assembléias, às bases dos sindicatos para serem melhor definidas até a virada de outubro para novembro, quando será realizada nova reunião dos sindicalistas. Mas começarão a ser divulgadas a partir dessa segunda-feira, na reunião de um dos grupos de trabalho do Fórum de Competitividade do Setor Automotivo, em Brasília."Estabelecemos setembro de 2004 como data final para as negociações a serem realizadas com os sindicatos patronais sobre essas propostas", disse Lopes neste sábado. "Não serão negociações fáceis." O sindicalista lembrou que enquanto se reivindica um piso salarial de R$ 1.200,00 há fábricas, como a unidade da Ford na Bahia, que pagam como piso R$ 600,00 mensais. Em relação à carga horária semanal, os metalúrgicos têm como meta a redução para 40 horas semanais, nos locais em que o número de horas semanais supera esse patamar. E reduzir para 36 horas onde já se adota o regime de 40 horas por semana, sem que ocorra a redução dos salários. Lopes destacou que, a depender da reação dos sindicatos patronais às propostas, não estão estão descartadas paralisações e greves. "Queremos reeditar o festival de greves que já foi utilizado no passado", disse o sindicalista.

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